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Estranho perguntar uma coisa que está para acontecer, né?!
Você que pensa! A atitude que você vai ter quando futuramente for servidor é consequência da sua atitude agora. Já pensou na maneira como você se comporta no seu dia a dia influencia o que você vai ser na sua trajetória no serviço público?
Antes de tudo… gostaria que você refletisse, principalmente, como vai ser sua postura como membro de equipe quando for servidor público?

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Hoje é segunda-feira e cheguei bem cedo ao trabalho, o que não é muito meu costume. Fiz isso pois precisava sair mais cedo para o dentista no fim da tarde.
Deparei-me com dois auxiliares de engenharia consertando o ar condicionado na minha sala. Dei bom dia para eles e me sentei em frente ao computador para mais um dia de trabalho, enquanto as outras pessoas não chegavam.
Eles contavam piada, cantarolavam e falavam bobagens de futebol brincando com os resultados do dia anterior dos times que torciam. Eles estavam super entrosados na sua tarefa principal. Um tentava ver o que estava fazendo o equipamento não gelar, enquanto o outro dava suas opiniões e fornecia as ferramentas quando era pedido. Eles testavam o equipamento e pensavam sempre nas soluções, procurando afastar o foco no problema e entregar o melhor resultado possível.
Achei aquela fluência entre comprometimento e bom humor interessantíssima. Comecei a rir das piadas que eles estavam falando e eles logo perceberam. Comecei a entrar no papo também e a contar como o meu time estava mal na tabela. E logo começamos a rir juntos das mesmas besteiras. O papo que era só sobre o últimos resultados do final de semana engatou como consequência no tema “vestir a camisa com amor ao clube”.
Já no final do papo e quando o ar condicionado já estava funcionado um deles disse uma coisa que me chamou atenção: “isso serve para jogador de futebol ou para qualquer pessoa: não importa o quanto você ganha em termos salariais, o importante é saber se você está ali fazendo o que realmente gosta ou está apenas contando os dias passar para pendurar as chuteiras”.
Putz! Aquilo me fez ficar 5 segundos inertes. Nunca imaginei que o pensamento mais sábio que escutaria no mês tinha saído da boca daquele recém-desconhecido.
Aquela frase era simplesmente a síntese do que estava acontecendo bem perto dele e ele talvez nem estava se dando conta.
Quantas pessoas que eu vejo, participo de reuniões e convivo que têm as típicas “caras emburradas”, passam e não dão um “boa tarde”. O oposto da cordialidade e urbanidade.
Só são simpáticas com chefes. Acham que todos são seus concorrentes que querem derrubar sua carreira, puxar seu tapete! Alto escalão, pinta de gente importante, ar de sabedoria.
Quantas são as pessoas que ganham bem para os padrões brasileiros e acham que é muito pouco? Saem dizendo aos quatro cantos que mereceriam ganhar 2 vezes mais porque vive se comparando com outra categoria de servidores. São pessoas que nunca estão satisfeitas.
Pessoas que não têm humildade de olhar para o lado e perceber o contexto em que vivem.
Pessoas que acreditam que um papo descontraído no ambiente de trabalho é sinônimo de insubordinação. Também conheço setores inteiros formados por pessoas que estão apenas esperando a aposentadoria chegar e dizem que “já deram o bastante” para o serviço público.
Pessoas que possuem carreira estável e sabem o quanto vão ganhar todo início de mês e acham que qualquer dificuldadezinha já é o bastante para o mundo desabar.
O que encontro quando converso sobre qualquer assunto, principalmente de trabalho, com essas pessoas = mil desculpas + procrastinação + atitudes de não pertencimento + sentimento de injustiça + culpa sempre do outro + foco no problema + sensação de que estão sugadas + lista de remédios que tomam para controlar “n” sintomas (inclusive do coração).
Enquanto isso, observava na minha frente dois trabalhadores iniciando sua jornada pontualmente às 8 horas da manhã com o maior espírito de equipe que eu iria encontrar na semana, certamente. Sentindo-se gratos e felizes por fazerem parte daquela equipe que iria resolver o problema em um equipamento básico.
Tudo é questão de perspectiva. Eles não sabiam, mas me trouxeram uma baita lição! Ainda há esperança. Acho que todo mundo deveria começar a semana com um exemplo desses. Não, na verdade não!
Não precisamos conversar com uma dupla dessas todas as vezes para enxergar o óbvio assim que nos levantamos todas as manhãs.
É só se lembrar e entender que aproveitar a caminhada é mais importante que chegar no topo da montanha. Isso vale para tudo na vida!
Lembre-se que suas atitudes são capazes de influenciar e fazer toda diferença a sua volta.
Qual a motivação que vai te fazer levantar da cama todos os dias para ir trabalhar? Qual a postura como servidor público que você gostaria de encontrar entre seus pares?
Pense nisso!
Seja o agente de mudanças que você quer ter ao seu redor hoje e no futuro.

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