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Com relação às rodovias, os pavimentos classificam-se em três categorias: rígido, semirrígido e flexível. Conforme o Manual de Pavimentação do DNIT, pavimento rígido é um revestimento com elevada rigidez que absorve praticamente todas as tensões, como o pavimento com laje de concreto de cimento Portland. Já o semirrígido, é o revestimento asfáltico sobreposto a camadas de solo-cimento ou solo-cal. O pavimento flexível, por sua vez, é constituído por camadas que sofrem deformação elástica e não trabalham à tração, composto de concreto asfáltico e camadas inferiores de materiais granulares, como a base de brita graduada.
Nesse contexto, o revestimento asfáltico mais empregado no Brasil é o Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ). Com a evolução no assunto, surgiram também misturas porosas, conhecidas como Pavimentos Drenantes, desenvolvidas para trazer maior segurança para os veículos em períodos chuvosos, de forma a evitar o evento de Aquaplanagem, o qual trata-se da derrapagem de veículos sobre a superfície devido ao excesso de água que diminui o atrito do pavimento e pneu. Por sua vez, a mistura asfáltica do tipo SMA é um pavimento para casos específicos, devido ao seu alto custo. Tem como características boa resistência a derrapagem, elevada resistência ao desgaste e melhora o escoamento e aderência.
Avaliação da Redação do Aluno
Tópico 1: O aluno abordou corretamente os três tipos de pavimentos, rígido, semi-rígido e flexível, conforme solicitado na questão, e forneceu exemplos para cada um deles. No entanto, houve uma imprecisão na descrição do pavimento flexível, onde o aluno menciona que este não trabalha à tração, o que não é uma característica definidora desse tipo de pavimento. Ainda assim, a resposta está em grande parte alinhada com o padrão de resposta. Nota: 90%.
Tópico 2: O aluno mencionou a Camada Porosa de Atrito (CPA) e o Stone Matrix Asphalt (SMA), descrevendo suas funções e importância. Contudo, a definição de CPA não foi claramente estabelecida, e a utilização do SMA foi mencionada de forma genérica, sem detalhar suas aplicações específicas como exigido pelo padrão de resposta. Nota: 75%.
Abordagem Geral: A redação do aluno está bem estruturada e aborda os tópicos exigidos pela questão. Não foram identificados erros de grafia ou morfossintaxe. Nota: 100%.
Nota Total: 88%
O Brasil está entre os países em que mais se registram casos de violência contra a mulher. Trata-se de um problema que vai além da mera segurança pública, tendo suas raízes na própria cultura patriarcal que formou a sociedade brasileira e suas instituições.
Nem sempre homem e mulher possuíram igualdade de direitos perante o ordenamento jurídico pátrio. Desde a proibição do voto, até a necessidade de permissão para a realização de negócios, abertura de contas correntes em bancos etc., havia uma verdadeira relação de subordinação da mulher perante alguma pessoa do sexo masculino (pai ou marido), sem que fosse reconhecida como sujeito de direitos. São os resquícios dessa mentalidade que levam à violência de gênero, na qual a vítima é vista pelo agressor como mero objeto, e não como alguém cuja autonomia merece ser respeitada.
Diante do cenário de absoluta impunidade, o surgimento de casos emblemáticos, tal qual o de Maria da Penha, motivou o legislador a agir e editar leis que coibissem atos de violência contra a mulher. Porém, essa inciativa é ainda recente: a Lei n. 11.340 é de 2006; e a lei que inclui o feminicídio como qualificadora do homicídio e crime hediondo é de 2015. Assim, embora hoje existam instrumentos jurídicos de proteção à mulher e de punição dos agressores, não se verificou uma redução significativa nos casos de violência - o que indica que a questão é mais profunda do que se imagina.
Por esse motivo, é importante que a sociedade questione os motivos que levam à essa violência, não se contentando com a mera previsão de crimes e penas exemplares. O debate público, a disseminação de informações e a atuação de organizações de defesa dos direitos das mulheres são as armas fundamentais que permitirão a real superação do problema.
Domínio do conteúdo: 90%
O aluno demonstra um bom domínio do conteúdo ao abordar a questão do feminicídio no Brasil, fazendo referência à cultura patriarcal e à evolução dos direitos das mulheres. No entanto, poderia ter explorado mais profundamente os argumentos sugeridos no padrão de resposta, como as causas do feminicídio, o perfil do agressor e os instrumentos de auxílio às vítimas.
Capacidade de análise crítica: 85%
O candidato apresenta uma análise crítica ao reconhecer que a legislação por si só não é suficiente para reduzir a violência contra a mulher, indicando que o problema é mais profundo. Contudo, faltou desenvolver mais argumentos críticos baseados nos textos de apoio e nas informações adicionais fornecidas.
Domínio da norma-padrão da língua portuguesa: 95%
O texto está bem escrito, seguindo a norma-padrão da língua portuguesa. Não foram identificados erros de grafia ou morfossintaxe que comprometam a compreensão do texto.
Proposta de intervenção: 80%
O aluno sugere a importância do debate público, da disseminação de informações e da atuação de organizações de defesa dos direitos das mulheres como formas de superar o problema do feminicídio. No entanto, poderia ter detalhado mais as ações práticas que poderiam ser implementadas para combater a violência de gênero, conforme sugerido no padrão de resposta.
Organização do texto: 90%
O texto possui uma estrutura organizada, com introdução, desenvolvimento e conclusão claros. No entanto, poderia ter feito uso de subtítulos ou marcadores para organizar melhor os argumentos e facilitar a leitura.
86%
Preliminarmente, cumpre destacar que o custo de oportunidade representa o valor da melhor alternativa sacrificada ao escolher uma opção específica. Assim, o custo de oportunidade de entrar ou permanecer em atividades criminais pode ser impactado, conforme as alternativas de que dispõe o indivíduo. Pois, ao escolher o crime, ele abre mão de oportunidades, como o salário esperado no mercado de trabalho legal.
Nesse sentido, um aumento na taxa de desemprego pode diminuir o custo de oportunidade de entrar no crime. De acordo com a teoria econômica do crime, isso ocorre porque, em uma economia com alto desemprego, encontrar emprego legítimo pode ser mais difícil. Com efeito, menores salários serão oferecidos, o que tornam as oportunidades criminosas relativamente mais atraentes.
Por outro lado, o aumento da probabilidade de apreensão de um criminoso e da severidade da pena pode aumentar o custo de oportunidade de se envolver em atividades criminosas. Segundo a teoria de Becker, se a chance de ser pego e enfrentar uma punição severa é alta, o custo de oportunidade do crime aumenta e torna a opção criminal menos atraente em comparação com alternativas legais.
Avaliação da Redação do Aluno
Item i – Descreveu que o salário esperado no mercado de trabalho legal: A redação do aluno descreve claramente que o custo de oportunidade de entrar ou permanecer em atividades criminais inclui o sacrifício do salário esperado no mercado de trabalho legal. Portanto, o aluno atende ao critério do item i. Nota: 100%
Item ii – Mencionou que reduz o custo de oportunidade. Relacionou isso ao menor salário esperado (custo de oportunidade). E por fim, mencionou que aumenta a chance de entrar no crime: O aluno menciona que um aumento na taxa de desemprego pode diminuir o custo de oportunidade de entrar no crime, relacionando isso ao menor salário esperado e argumentando que as oportunidades criminosas se tornam relativamente mais atraentes. Isso atende ao critério do item ii. Nota: 100%
Item iii – Mencionou que aumenta o custo de oportunidade. Relacionou isso ao menor ganho esperado com crime. E por fim, mencionou que reduz a chance de entrar no crime: O aluno menciona que o aumento da probabilidade de apreensão e da severidade da pena pode aumentar o custo de oportunidade de se envolver em atividades criminosas, tornando a opção criminal menos atraente. No entanto, o aluno não menciona explicitamente o "menor ganho esperado com crime" como parte do custo de oportunidade, o que poderia ser interpretado como uma falha parcial em atender completamente ao critério. Nota: 80%
Não foram identificados erros de grafia ou morfossintaxe na redação do aluno.
Nota total: 93.33%
A doutrina classifica os controles por órgão de 3 formas diferentes: controle administrativo, legislativo (ou parlamentar) e o judicial. O controle administrativo é o controle do próprio entre sobre seus próprios atos, o que pode envolver a anulação de seus atos ilegais ou a revogação atos que não são mais convenientes ou oportunos. O controle Legislativo ou parlamentar é o controle realizado pelo Legislativo sobre os atos do executivo. É dividido em controle direto ou político, quando é realizado diretamente pelas Casas Legislativas (por exemplo, formação de uma CPI), e em controle indireto ou técnico-financeiro, quando realizado pelos Tribunais de Contas. Já o controle judicial é o controle exercido pelo Poder Judiciário sobre os atos dos poderes Executivo e Legislativo, como exemplo, a análise da inconstitucionalidade de uma lei.
Conforme a Constituição Federal de 1988, os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário deverão manter de forma integrada um sistema de Controle Interno que, conforme o art. 74, deverá avaliar o cumprimento dos metas do Plano Plurianual (PPA), da execução dos programas e dos orçamentos e comprovar a legalidade e avaliar resultados quanto à eficiência e eficácia, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial, bem como a aplicação dos recursos por entidades de direito privado. Além disso, o sistema também deverá exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como os direitos e haveres da União e, por último, auxiliar o controle externo no exercício da sua missão institucional.
Avaliação da Redação do Aluno
Tópico 1 – A diferença entre controles parlamentar, judicial e administrativo:
O aluno abordou de forma satisfatória a diferença entre os controles parlamentar, judicial e administrativo, mencionando as características principais de cada um e exemplos de como são exercidos. A resposta está alinhada com o padrão de resposta, descrevendo os três tipos de controle de maneira correta. Portanto, para o Tópico 1, a nota atribuída é de 15,00 pontos de um total de 15,00 pontos possíveis.
Tópico 2 – As finalidades do sistema de controle interno, previstas na Constituição Federal de 1988:
O aluno mencionou corretamente as finalidades do sistema de controle interno conforme o art. 74 da Constituição Federal de 1988, abordando todos os quatro pontos exigidos pelo padrão de resposta. A redação está de acordo com o que foi solicitado, e o aluno demonstrou compreensão das finalidades do sistema de controle interno. Assim, para o Tópico 2, a nota atribuída é de 13,50 pontos de um total de 13,50 pontos possíveis.
Erros de grafia ou morfossintaxe:
Não foram identificados erros de grafia ou morfossintaxe na redação do aluno.
Nota total: 100%
No contexto organizacional, a adoção de ferramentas da gestão da qualidade é uma decisão estratégica para melhoria contínua dos processos de trabalho. Nessa perspectiva, o benchmarking consiste numa análise comparativa das práticas adotadas pelas organizações com o objetivo de identificar oportunidades de aperfeiçoamento. Além disso, ele é um instrumento que pode ser utilizado com outras ferramentas de controle da qualidade, a exemplo do Ciclo PDCA e diagrama de Ishikawa.
É fundamental destacar a importância do benchmarking para as organizações. Entre os pressupostos dessa ferramenta que podem contribuir para a melhoria dos processos, destacam-se a possibilidade implementação de novas ideias no ambiente institucional, a correção de métodos de trabalho ineficientes, a adoção de estratégias competitivas e a ampliação do conhecimento agregado. Assim, o benchmarking mostra-se com um fator indispensável para o alcance dos objetivos organizacionais.
Ainda cabe registrar os diferentes tipos de benchmarking. Segundo a literatura especializada, há cinco tipos de benchmarking, quais sejam: competitivo, interno, genérico, funcional e cooperativo. O primeiro (competitivo) é realizado a partir da comparação direta com concorrentes do mesmo segmento. O segundo (interno), por sua vez, consiste na verificação de boas práticas no âmbito interno da instituição. Já o terceiro tipo (genérico) decorre da comparação de práticas adotadas por empresas de segmentos diversos. Ademais, o benchmarking funcional se refere à análise de alguma função específica desenvolvida no contexto de outros setores. E, por fim, o benchmarking cooperativo preconiza a cooperação entre as empresas mediante a troca de conhecimento e experiências de sucesso.
Conceituação de benchmarking
A conceituação de benchmarking apresentada pelo aluno está parcialmente correta, mencionando que é uma análise comparativa das práticas adotadas pelas organizações para identificar oportunidades de aperfeiçoamento. No entanto, a resposta não aborda integralmente o conceito conforme o padrão de resposta, que inclui a ideia de incorporar os melhores desempenhos e aperfeiçoar os próprios métodos. A menção a outras ferramentas de controle de qualidade, como o Ciclo PDCA e o diagrama de Ishikawa, não é necessária para a conceituação de benchmarking e pode ter desviado o foco. Nota: 70%
Pressupostos do benchmarking
O aluno menciona quatro elementos que podem ser considerados pressupostos do benchmarking, como a implementação de novas ideias, correção de métodos ineficientes, adoção de estratégias competitivas e ampliação do conhecimento agregado. No entanto, esses elementos não correspondem diretamente aos pressupostos listados no padrão de resposta, como a relação com gestão de processos, a necessidade de ser contínuo e de longo prazo, ser sistemático, estruturado, formal, analítico e organizado, e a aplicabilidade a qualquer tipo de organização. A resposta do aluno não aborda esses aspectos específicos e, portanto, não atende completamente ao que foi solicitado. Nota: 50%
Tipos de benchmarking
O aluno descreve cinco tipos de benchmarking, incluindo um tipo que não está presente no padrão de resposta: o benchmarking cooperativo. Enquanto o padrão de resposta menciona apenas três tipos (interno, competitivo e funcional), o aluno expande a lista incorretamente. A resposta deveria estar limitada aos tipos fornecidos no padrão de resposta. Nota: 60%
Nota total: 60%

