Discursiva Câmara dos Deputados (FGV) 2023: Como será a prova discursiva do concurso para Analista?

Professor Bruno Marques

A prova discursiva Câmara dos Deputados (FGV) será um diferencial neste concurso tão concorrido e desejado.

Se você quer saber todas as dicas para ir bem na prova discursiva Câmara dos Deputados (FGV) para o cargo de Analista Legislativo, nas especialidades Técnica Legislativa, Técnico em Material e Patrimônio, Informática Legislativa e Contador, veja até o final as dicas que vou passar.

Discursiva Câmara dos Deputados (FGV)

 

discursiva câmara

As dicas que eu vou passar serve para o cargo de Analista Legislativo, nas especialidades Técnica Legislativa, Técnico em Material e Patrimônio, Informática Legislativa e Contador.

A prova discursiva Câmara dos Deputados (FGV), bem como as provas objetivas, acontecerão nos seguintes dias e horários:

  • Técnica Legislativa:
    • a) no período da manhã, das 8h até 12h, de acordo com o horário oficial de Brasília/DF: Prova Objetiva de Conhecimentos Gerais e Prova Discursiva de Conhecimentos Específicos; e
    • b) no período da tarde, das 15h até 19h, de acordo com o horário oficial de Brasília/DF: Prova Objetiva de Conhecimentos Específicos.
  • Técnico em Material e Patrimônio, Informática Legislativa e Contador:
    • a) no período da manhã, das 8h até 12h, de acordo com o horário oficial de Brasília/DF: Prova Objetiva de Conhecimentos Gerais e Prova Discursiva de Conhecimentos Específicos; e
    • b) no período da tarde, das 15h até 19h, de acordo com o horário oficial de Brasília/DF: Prova Objetiva de Conhecimentos Específicos.

A prova discursiva Câmara dos Deputados (FGV) valerá 35,00 pontos, para todas as especialidades Técnica Legislativa, Técnico em Material e Patrimônio, Informática Legislativa e Contador.

Para a especialidade de Técnica Legislativa, a prova discursiva consistirá em 1 (uma) dissertação de Conhecimentos Específicos, a ser respondida em até 30 (trinta) linhas.

Já para as especialidades de Técnico em Material e Patrimônio, Informática Legislativa e Contador consistirá em 1 (uma) questão discursiva de Conhecimentos Específicos relativos à respectiva atribuição, a ser respondida em até 30 (trinta) linhas.

Para a especialidade de Técnica Legislativa, o rol de matérias passíveis de cobrança na prova discursiva Câmara:

  • Regimento Interno da Câmara dos Deputados;
  • Regimento Comum do Congresso Nacional;
  • Ciência Política;
  • Administração Geral;
  • Administração Pública; e
  • Administração Orçamentária e Financeira.

Para a especialidade de Técnico em Material e Patrimônio, o rol de matérias passíveis de cobrança na prova discursiva Câmara:

  • Licitações e Contratos;
  • Administração de Recursos Materiais;
  • Administração Pública;
  • Administração Orçamentária e Financeira; e
  • Estatística.

Para a especialidade de Informática Legislativa, o rol de matérias passíveis de cobrança na prova discursiva Câmara:

  • Arquitetura de Sistemas de Informação;
  • Arquitetura de Infraestrutura de Tecnologia da Informação e Comunicação; e
  • Segurança Cibernética e da Informação.

Por fim, para a especialidade de Contador, o rol de matérias passíveis de cobrança na prova discursiva Câmara:

  • Contabilidade Geral e Custos;
  • Contabilidade Aplicada ao Setor Público;
  • Auditoria e Controle;
  • Administração Orçamentária e Financeira; e
  • Direito Tributário.

Como a FGV pode cobrar a discursiva Câmara?

O enunciado de uma questão discursiva da Banca FGV, normalmente, é dividido em três partes: Texto motivador, Comando da questão e Tópicos.

No Texto motivador, a banca contextualiza o assunto que será cobrado. No Comando da questão, pede para você responder a algumas perguntas. Por fim, os tópicos são justamente as perguntas que você deve responder.

Em alguns casos, no entanto, a banca não traz texto motivador ou não apresenta de forma clara os tópicos.

Contudo, analisando o histórico, o perfil da banca em praticamente todas as questões discursivas na prova do Senado Federal de 2022 foi no sentido de ter a questão divida nas três partes: Texto motivador, Comando da questão e Tópicos.

Veja o exemplo de uma questão discursiva de 20 linhas exigida no concurso do Senado Federal em 2022:

O Presidente da República editou a Medida Provisória nº XX. Esse diploma normativo ampliou, em seu Art. 1º, a hipótese de incidência de determinada gratificação atribuída aos servidores públicos federais pela Lei nº 8.112/1990 (Estatuto dos Servidores Públicos Civis da União), de modo a aumentar o número de beneficiários em potencial. O Art. 2º detalhou um rito processual sumaríssimo a ser observado nas demandas judiciais que tivessem por objeto as gratificações previstas na Lei nº 8.112/1990 ou em outras leis afetas ao regime jurídico dos servidores públicos, ainda que de entes subnacionais. Instalada a Comissão Mista responsável pela apreciação da Medida Provisória nº XX, no âmbito do Congresso Nacional, foram apresentadas duas emendas: a Emenda WW1 buscava alterar o Art. 1º, de modo a ampliar, com base na isonomia, a hipótese de incidência afeta a outra gratificação atribuída aos servidores públicos federais, aumentando, com isso, o quantitativo de beneficiários; e a Emenda WW2 almejava suprimir o art. 2º.

Na condição de relator da matéria no âmbito da Comissão Mista, apresente manifestação, com abstração de considerações em torno da relevância e da urgência da proposição legislativa, abordando a compatibilidade formal, com a Constituição da República, (a) do Art. 1º da Medida Provisória nº XX; (b) do Art. 2º da Medida Provisória nº XX; (c) da Emenda WW1; e (d) da Emenda WW2.

Então, nesse tipo de prova, basta você responder diretamente ao que foi solicitado nos tópicos, sem se preocupar com introdução nem conclusão.

Esse é um modelo bem interessante de cobrança, pois os tópicos vieram junto do comando da questão.

Então, a primeira tarefa do candidato, antes de começar a responder, é definir quais os tópicos (isto é, o que a banca quer que seja respondido).

Nesse caso, após analisar a questão, temos o seguinte:

Tópico 1: manifestação, com abstração de considerações em torno da relevância e da urgência da proposição legislativa, abordando a compatibilidade formal, com a Constituição da República, do Art. 1º da Medida Provisória nº XX;

Tópico 2: manifestação, com abstração de considerações em torno da relevância e da urgência da proposição legislativa, abordando a compatibilidade formal, com a Constituição da República, do Art. 2º da Medida Provisória nº XX.

Tópico 3: manifestação, com abstração de considerações em torno da relevância e da urgência da proposição legislativa, abordando a compatibilidade formal, com a Constituição da República, da Emenda WW1.

Tópico 4: manifestação, com abstração de considerações em torno da relevância e da urgência da proposição legislativa, abordando a compatibilidade formal, com a Constituição da República, Emenda WW2.

Vale ressaltar que, as vezes, a banca é “boazinha” e já traz os tópicos enumerados, o que facilita muito a vida do candidato.

Após definir os tópicos, aí você pode começar a estrutura sua discursiva. A regra geral é montar um parágrafo de desenvolvimento para cada tópico do enunciado. Como na questão há 4 tópicos, o seu texto deverá conter 4 parágrafos de desenvolvimento, sem a necessidade de introdução e conclusão. Assim:

 

O grande segredo, então, não é só saber o conteúdo, mas sim saber inserir esse conteúdo de forma estratégica.

Para tal, é imperioso saber a técnica para montar um parágrafo de desenvolvimento. É exatamente isso que vamos aprender no nosso curso.

Veja como ficaria o primeiro parágrafo da resolução da discursiva acima:

 

Não entendeu as cores dos textos? Não se preocupe, no curso eu explico certinho como funciona o sistema de cores. Após aprender você vai querer usar sempre.

Veja outra forma da banca FGV cobrar o discursiva:

A concepção do processo de planejamento orçamentário na Constituição Federal de 1988 (Capítulo II – das Finanças Públicas, seção II – dos Orçamentos, art. 165º a 169º) aponta para a criação de um sistema que integra planejamento, orçamento e gestão e que está expresso na elaboração de três instrumentos legais, quais sejam: o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). Em complemento aos dispositivos constitucionais, a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei complementar nº 101 de 04 de maio de 2001) trouxe novas atribuições à LDO e à LOA.

Considerando o sistema orçamentário da União, que envolve a articulação de questões técnicas e políticas, de curto, médio e longo prazo, que devem articular planejamento, execução e ser permeáveis ao controle da sociedade, apresente sua descrição, benefícios e críticas seguindo os pontos a seguir:

1. Apresente cada um dos três instrumentos legais previstos no planejamento orçamentário, especificando, para cada um, seu horizonte temporal e seu objetivo principal.
2. Baseado na articulação dos três instrumentos citados, apresente ao menos um benefício atribuído ao sistema orçamentário.
3. Baseado na articulação dos três instrumentos citados, apresente ao menos uma crítica ao sistema orçamentário da União.

A primeira tarefa do candidato, antes de começar a responder, é encontrar os tópicos (isto é, o que a banca quer que seja respondido). Nesse caso, está fácil, pois a banca já trouxe expressamente os tópicos:

Tópico 1: Apresente cada um dos três instrumentos legais previstos no planejamento orçamentário, especificando, para cada um, seu horizonte temporal e seu objetivo principal.

Tópico 2: Baseado na articulação dos três instrumentos citados, apresente ao menos um benefício atribuído ao sistema orçamentário.

Tópico 3: Baseado na articulação dos três instrumentos citados, apresente ao menos uma crítica ao sistema orçamentário da União.

Vale ressaltar que, nem sempre, a banca é “boazinha”. Algumas vezes, os tópicos vêm junto com o comando da questão, dificultando um pouco a vida do candidato, como na questão anterior.

Professor, se eu souber a matéria, vou tirar a nota máxima?

Não necessariamente. Os candidatos que têm a discursiva corrigida, em sua maioria, possuem um bom conhecimento técnico sobre os temas específicos, pois conquistaram as melhores notas na prova objetiva.

Contudo, nem 10% desses candidatos gabaritam a prova discursiva!

Por quê?

Porque não adianta só saber o conteúdo, é preciso aprender a apresentá-lo para a banca de forma organizada e clara. É justamente essa técnica que eu ensino no meu treinamento de discursiva.

Vale ressaltar que após a atribuição das notas da prova discursiva, a classificação do concurso muda muito. Então, um candidato que foi muito bem na objetiva e mal na discursiva pode ser ultrapassado por um que não foi tão bem na objetiva, mas teve uma excelente nota na discursiva.

A nota da prova discursiva discursiva Câmara dos Deputados (FGV) será o diferencial na classificação final do concurso.

É evidente o peso e a importância da prova discursiva na nota final, agora, o mais interessante é que a maioria das pessoas não estuda para essa prova. As razões para não estudar são diversas:

  • Não sabem como se preparar para escrever um texto;
  • Acreditam que já sabem escrever e não precisam treinar;
  • Deixam para a última hora e quase sempre não sobra tempo;
  • Não sabem que precisam estudar para a prova discursiva.

Isso acontece, pois muita gente acha que para ir bem na discursiva basta conhecer o tema.

Todavia, se isso fosse verdade, ninguém seria reprovado na prova discursiva, afinal, só tem a discursiva corrigida os candidatos que conseguem a maior nota na prova objetiva, isto é, que possuem um bom conhecimento das matérias do edital.

Por isso, além de conhecer o assunto, é preciso saber colocar as ideias no papel.

É justamente isso que ensinamos nos nossos cursos de discursiva Câmara (FGV):

Tirar uma nota boa na prova discursiva é o diferencial entre ser convocado ou não! Daí, surge a importância de se preparar bem!

Veja mais dicas no o que pode ser cobrado na prova discursiva Câmara (FGV), no vídeo abaixo:

 

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