Cerca de duzentas informações falsas circulam hoje em dia em celulares e computadores no Brasil. Boa parte delas é disseminada em redes sociais. A última Pesquisa Brasileira de Mídia, realizada pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República, revelou que 49% das pessoas se informam pela Internet.
Roberto Rockman. As redes sociais no mundo das fake news. Repórter Brasil, 6/6/2019.
Internet: <reporterbrasil.org.br> (com adaptações).
Com o avanço das primeiras plataformas, a Internet passou por uma série de transformações, a maior delas em 1998, quando dois acadêmicos, Larry Page e Sergey Brin, fundaram o Google, uma empresa privada que tinha como objetivo “organizar a Internet”. Duas décadas depois, o que começou a partir de uma meta clara, mas ambiciosa, se tornou um conglomerado poderoso, presente em praticamente todas as potências mundiais. Na esteira de empresas como o Google, atualmente Alphabet, surgiram as primeiras grandes redes sociais. Elas inauguraram a fase atual da Internet e, em algumas regiões, se tornaram elas próprias sinônimos da rede, selando, por exemplo, acordos de gratuidade de consumo de pacote de dados com grandes companhias de telecomunicação ao redor do planeta.
Denis Pacheco. Navegar é preciso! Regular (as redes) também.
In: Jornal da USP, 17/11/2023.
Internet: <jornal.usp.br> (com adaptações).
O Projeto de Lei n.º 1.790 de 2024 visa tornar crime a disseminação de informação falsa relacionada a calamidade pública com o objetivo de desinformar a população, causar comoção ou prejudicar ações humanitárias. O texto, em análise na Câmara dos Deputados, pretende alterar o Código Penal para tipificar essa conduta e definir a pena de reclusão, de um a quatro anos, e multa, que será aumentada da metade se o crime for praticado por agente público ou político.
Internet: <camara.leg.br> (com adaptações).
Considerando que os fragmentos de texto acima têm caráter unicamente motivador, redija um texto dissertativo a respeito do seguinte tema.
REGULAÇÃO DAS REDES SOCIAIS NA INTERNET
Ao elaborar seu texto, aborde os seguintes aspectos, relacionando-os ao tema:
1 propagação de fake news na Internet e seus riscos no contexto da realidade brasileira; [valor: 10,00 pontos]
2 interesses de grandes corporações versus interesses dos Estados nacionais; [valor: 10,00 pontos]
3 possíveis impactos de um marco legal regulatório das redes sociais. [valor: 8,50 pontos]
CONTEÚDO EXCLUSIVO
Confira nossos planos especiais de assinatura e desbloqueie agora!
CONTEÚDO EXCLUSIVO
Confira nossos planos especiais de assinatura e desbloqueie agora!
Ops! Esta questão ainda não tem resolução em vídeo.
Questões Relacionadas

Há dois mil anos, os romanos consolidaram as ideias de fronteira e lei como pilares de seu império. Além da lei e da fronteira, só existia a barbárie. Como lembra Umberto Eco, se lei e fronteira não são reconhecidas, então, não pode haver civitas — a cidadania. O longo período de trevas em que o mundo europeu mergulhou na Idade Média surgiu em decorrência do rompimento das fronteiras romanas e de suas leis. Só a lenta organização dos Estados europeus, forjando leis nacionais e desenhando fronteiras, recriou a civilização como a conhecemos, muitos séculos depois.
O mundo contemporâneo flexibilizou os limites que já não são quase visíveis fisicamente. Podemos cruzar de avião muitas fronteiras…
De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), pessoas com educação superior ganham, em média, 56% a mais que aquelas com somente ensino médio, o que melhora o poder de compra das famílias, aumenta a arrecadação tributária e inicia um ciclo de crescimento econômico. Com efeito, a educação superior constitui um motor para a prosperidade de uma nação, sendo, portanto, um investimento estratégico para o futuro econômico de qualquer país. Samuel Barros. O ensino superior e o desenvolvimento de uma sociedade justa.
In: Poder 360, out./2024 (com adaptações).
Recentemente, um estudo feito pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) constatou que as empresa…
Situação hipotética:
O Ministério da Fazenda passou a utilizar um sistema de inteligência artificial (IA) para realizar a triagem automatizada de pedidos de restituição de tributos. O algoritmo classifica as solicitações em níveis de risco, priorizando aquelas com indícios de inconsistência. Após a implementação, servidores passaram a aprovar ou indeferir automaticamente parte dos pedidos com base nas recomendações geradas pelo sistema, sem análise individualizada dos casos. Algumas empresas, ao se sentirem prejudicadas, apresentaram reclamações, alegando falta de transparência e ausência de motivação administrativa nas decisões.
O caso foi levado à Controladoria-Geral da União (CGU), que de…



