Texto 1
A escolaridade alcançada pelos indivíduos se constitui num elemento fundamental a fim de explicar as variações encontradas em termos de status ocupacional, rendimentos e outros resultados obtidos no mercado de trabalho […]. Indivíduos que acumularam mais anos de estudo concluídos, chegando aos níveis mais elevados de escolaridade, tendem a alcançar ocupações de mais prestígio, retorno financeiro e estabilidade […].
Um dos fenômenos mais marcantes ocorridos na sociedade brasileira ao longo das últimas décadas é a formidável – porém tardia e ainda muito deficiente em termos de qualidade – expansão educacional, com a crescente elevação do nível de instrução da população.
Ao mesmo tempo, sabemos que as oportunidades para atingir os melhores resultados educacionais não se distribuem aleatoriamente entre a população, e que fatores como raça, gênero, localização geográfica e, principalmente, classe de origem exercem forte influência sobre as chances de se chegar aos níveis mais altos de educação. […]
[N]o caso do Brasil, a expansão educacional foi acompanhada de redução das desigualdades de acesso aos níveis mais baixos de ensino, mas não aos níveis mais altos, o que segue um padrão já conhecido em outros países. […]
SALATA, A. R. Classe de origem e resultados educacionais: uma análise considerando o caráter posicional da escolaridade. In:
POMPEU, J. C. B.; VIANA, A. R.; MAGALHÃES, L. C. G.; GONÇALVES, A. P. V. (org.). Dinâmica econômica, mudanças sociais e
novas pautas de políticas públicas. Brasília, DF: Ipea, 2023. p. 159 – 201. Adaptado.
Texto 2
As tendências da desigualdade de oportunidades educacionais, em termos das características socioeconômicas das famílias de origem, de acordo com as probabilidades preditas pelo modelo para indivíduos em três grupos socioeconômicos são: i) classe baixa (indivíduos cujos pais tinham menos de quatro anos de estudo e status ocupacional equivalente ao de um trabalhador manual não qualificado); ii) classe média (indivíduos cujos pais tinham ensino elementar completo – oito anos – e status ocupacional equivalente ao de um trabalhador não manual de rotina); e iii) classe alta (indivíduos cujos pais tinham algum ensino superior e status ocupacional equivalente ao de um profissional).
A seguir, três gráficos mostram as probabilidades preditas para realizar transições educacionais ao longo de nove coortes de idade, de acordo com três faixas socioeconômicas das famílias de origem, a partir de dados da Pnad 2014.


RIBEIRO, C. A. C. Tendências da desigualdade de oportunidades no Brasil: mobilidade social e estratificação educacional. Brasília,
D.F. Ipea. In: IPEA. Mercado de Trabalho: conjuntura e análise. Ano 23, p. 60, abr. 2017. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/
bitstream/11058/10297/4/bmt_62_tendencias_desigualdade.pdf. Acesso em: 14 jan. 2024. Adaptado.
As políticas educacionais têm sido provocadas a responderem a alguns desafios, dentre os quais destaca-se a contribuição de corrigir desigualdades.
A relação entre educação e desigualdades tem estimulado a reflexão de grande parte da sociedade brasileira e tem se oferecido como campo fecundo na formulação, gestão, análise e avaliação de políticas educativas.
A questão “educação, produtora de igualdade?” aponta para aspectos e condições necessariamente concretas.
Nesse contexto e considerando que os textos oferecidos têm caráter motivador de reflexão, redija um texto dissertativo-argumentativo contínuo de 35 a 45 linhas, refletindo sobre o seguinte tema:
A SUFICIÊNCIA DA EDUCAÇÃO PARA A PRODUÇÃO DE IGUALDADE SOCIAL.
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Texto 1
A escolaridade alcançada pelos indivíduos se constitui num elemento fundamental a fim de explicar as variações encontradas em termos de status ocupacional, rendimentos e outros resultados obtidos no mercado de trabalho […]. Indivíduos que acumularam mais anos de estudo concluídos, chegando aos níveis mais elevados de escolaridade, tendem a alcançar ocupações de mais prestígio, retorno financeiro e estabilidade […].
Um dos fenômenos mais marcantes ocorridos na sociedade brasileira ao longo das últimas décadas é a formidável – porém tardia e ainda muito deficiente em termos de qualidade – expansão educacional, com a crescente elevação do nível de instrução da população.
Ao mesmo tempo,…
PRF inicia campanha Maio Amarelo, com ações educativas de trânsito.
Edição deste ano dará atenção especial a motociclistas.
Publicado em 30/04/2024 – 10:55 Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil – Brasília.
A campanha Maio Amarelo 2024, em defesa da segurança viária, inicia nesta terça-feira (30), nas rodovias federais. A iniciativa pretende intensificar as ações educativas de trânsito e a antecipação da campanha para hoje se deve ao feriado do 1º de maio, Dia do Trabalhador. Mais uma vez será implementada a ação Cinema Rodoviário, em que os motoristas são abordados e convidados a assistir palestras e vídeos educativos sobre as condutas seguras no trânsito. Carretas serão…
Texto I
Diversos indicadores consolidados a respeito do mercado de trabalho destacam que ainda existem problemas de desigualdade, diversidade e inclusão. Apesar de os negros (autodeclarados pretos e pardos) serem a maioria da população brasileira (cerca de 56,0% da população), esse grupo possui menor percentual de ocupação (53,8% da população ocupada é negra) e alcança cargos com menor qualificação e remuneração, inclusive em postos de trabalho com mesmo nível de escolaridade. As Tabelas 1 e 2 consolidam dados da PNAD e revelam detalhes desse cenário:
TABELA 1
Distribuição dos ocupados por posição na ocupação, segundo
cor/raça e sexo – Brasil 2º trimestre de 2023
| Posição na ocupação | Mulhe… |



