Tempos vivos da História
Na modernidade, o conceito de progresso atingiu um prestígio absoluto: muitos acreditam que vivemos apenas em função de um futuro consagrador, numa progressão contínua. Tal concepção de tempo elege esse ansiado futuro como um patamar a ser obsessivamente buscado e pode, muitas vezes, anular o sentido de tudo o que já se viveu no passado.
O historiador Eric Hobsbawm (1917-2012) afirmou que nunca o conhecimento da História foi tão importante em nosso tempo, justamente porque nos dias que correm nosso passado histórico foi relegado a um segundo plano, quando não simplesmente “cancelado”. Hobsbawm lembra que todas as nossas experiências contemporâneas têm forte vínculo com experiências do passado da humanidade. O que é moderno e aspira ao progresso não se desvincula do que já existiu, mas continua traçando seu caminho. Conhecer a História não é, portanto, passear por meras curiosidades do passado da humanidade; é reconhecer dentro do nosso tempo as fortes raízes que permanecem vivas e iluminadoras no caminho que estamos seguindo.
Com base no que se afirma, redija um texto dissertativo-argumentativo no qual você exponha com clareza sua posição crítica diante do tema nele tratado.
CONTEÚDO EXCLUSIVO
Confira nossos planos especiais de assinatura e desbloqueie agora!
CONTEÚDO EXCLUSIVO
Confira nossos planos especiais de assinatura e desbloqueie agora!
Ops! Esta questão ainda não tem resolução em vídeo.
Questões Relacionadas
Texto I
Existe um futuro promissor?
Você já ouviu falar na curva da felicidade? Imagine um U. Nas últimas décadas, pesquisas mostraram que a “felicidade” ascendia na juventude, decaía na meia-idade e voltava a subir com o envelhecimento. Mas estudos recentes apontam que jovens adultos não são tão felizes quanto costumavam ser, achatando esse desenho para, digamos, o formato de uma reta. Inúmeros fatores são responsáveis por este corte de imaginação de futuros melhores. As artes e a cultura, grandes colaboradoras na arte de desenhar futuros, têm contribuído para essa aflição. Cenários distópicos, onde reina a escassez e o sofrimento, ilustram filmes, livros, séries – mesmo se for …
Eis um pronunciamento de Ailton KRENAK (líder indígena, ambientalista e escritor) sobre a situação do nosso planeta:
A gente deveria diminuir a investida sobre o corpo da Terra e respeitar sua integridade. Quando os índios falam que a Terra é nossa mãe, dizem “Eles são tão poéticos, que imagem mais bonita…”. Isso não é poesia, é a nossa vida. Estamos colados no corpo da Terra. Somos terminal nervoso dela. Quando alguém fura, machuca ou arranha a Terra, desorganiza o nosso mundo.
Nesse pronunciamento, KRENAK fala de um processo de deterioração da vida na Terra, que está em marcha acelerada, segundo atestam os cientistas, contra a opinião dos que não acreditam nessa deterioração.
Redija…
Texto I
A onda das bonecas hiper-realistas – os chamados bebês reborn – não é recente. Há pelo menos 30 anos esses brinquedos surgiram nos Estados Unidos, com artistas transformando bonecas comuns em réplicas realistas.
A riqueza de detalhes das artesãs, também chamadas de “cegonhas”, faz com que uma boneca possa chegar a quase R$ 10 mil no Brasil. Nas redes sociais, mulheres aparecem trocando roupinhas de seus bebês reborn, dando mamadeira, levando para passear e algumas até os levam a hospitais.
(Adaptado de: Folha de S. Paulo. Bebê reborn: como a psicanálise explica nova onda? Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br)
Texto II
Vivemos tempos em que a fronteira entre fantasia e realida…




