Texto I
Existe um futuro promissor?
Você já ouviu falar na curva da felicidade? Imagine um U. Nas últimas décadas, pesquisas mostraram que a “felicidade” ascendia na juventude, decaía na meia-idade e voltava a subir com o envelhecimento. Mas estudos recentes apontam que jovens adultos não são tão felizes quanto costumavam ser, achatando esse desenho para, digamos, o formato de uma reta. Inúmeros fatores são responsáveis por este corte de imaginação de futuros melhores. As artes e a cultura, grandes colaboradoras na arte de desenhar futuros, têm contribuído para essa aflição. Cenários distópicos, onde reina a escassez e o sofrimento, ilustram filmes, livros, séries – mesmo se for para rir. Diante de tanta desgraça, ou da comunicação do “fim-do-mundismo”, como costuma dizer a especialista em mudanças climáticas Natalie Unterstell, muita gente se vê paralisada. Penso e logo desisto.
(Adaptado de: PRATA, Maria. Artigo disponível em: www.uol.com.br)
Texto II
O passado já não traz aprendizado
o futuro se tornou uma ameaça
A caixa de pandora escancarada
das redes liberou o ódio anônimo
o medo é a arma mais usada
e a pior derrota é o desânimo
a água ferve no planeta terra
não há como fugir dessa panela
Bem-vindo ao novo mundo
que vai se desintegrar no próximo segundo
(Trecho da canção Novo mundo, de Arnaldo Antunes)
Texto III
Mas o que é o futuro, afinal? O futuro precisa também se desinventar como conceito de futuro para voltar a ser imaginado. Ou o futuro precisa se descolar dos conceitos hegemônicos de futuro para se abrir a outras possibilidades de ser pensado como futuro.
(Adaptado de: BRUM, Eliane. A potência da primeira geração sem esperança. Fundação Astrojildo Pereira. Disponível em:
www.fundacaoastrojildo.org.br/eliane-brum-a-potencia-da-primeira-geracao-sem-esperanca/)
Considerando as ideias propostas nos textos I, II e III, elabore um texto dissertativo-argumentativo, posicionando-se sobre o tema:
É possível imaginar um futuro gratificante?
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Questões Relacionadas
Texto I
A onda das bonecas hiper-realistas – os chamados bebês reborn – não é recente. Há pelo menos 30 anos esses brinquedos surgiram nos Estados Unidos, com artistas transformando bonecas comuns em réplicas realistas.
A riqueza de detalhes das artesãs, também chamadas de “cegonhas”, faz com que uma boneca possa chegar a quase R$ 10 mil no Brasil. Nas redes sociais, mulheres aparecem trocando roupinhas de seus bebês reborn, dando mamadeira, levando para passear e algumas até os levam a hospitais.
(Adaptado de: Folha de S. Paulo. Bebê reborn: como a psicanálise explica nova onda? Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br)
Texto II
Vivemos tempos em que a fronteira entre fantasia e realida…
Eis um pronunciamento de Ailton KRENAK (líder indígena, ambientalista e escritor) sobre a situação do nosso planeta:
A gente deveria diminuir a investida sobre o corpo da Terra e respeitar sua integridade. Quando os índios falam que a Terra é nossa mãe, dizem “Eles são tão poéticos, que imagem mais bonita…”. Isso não é poesia, é a nossa vida. Estamos colados no corpo da Terra. Somos terminal nervoso dela. Quando alguém fura, machuca ou arranha a Terra, desorganiza o nosso mundo.
Nesse pronunciamento, KRENAK fala de um processo de deterioração da vida na Terra, que está em marcha acelerada, segundo atestam os cientistas, contra a opinião dos que não acreditam nessa deterioração.
Redija…
Texto I
Existe um futuro promissor?
Você já ouviu falar na curva da felicidade? Imagine um U. Nas últimas décadas, pesquisas mostraram que a “felicidade” ascendia na juventude, decaía na meia-idade e voltava a subir com o envelhecimento. Mas estudos recentes apontam que jovens adultos não são tão felizes quanto costumavam ser, achatando esse desenho para, digamos, o formato de uma reta. Inúmeros fatores são responsáveis por este corte de imaginação de futuros melhores. As artes e a cultura, grandes colaboradoras na arte de desenhar futuros, têm contribuído para essa aflição. Cenários distópicos, onde reina a escassez e o sofrimento, ilustram filmes, livros, séries – mesmo se for …



