Texto I
Ela só queria ir para a escola
Baleada por defender o direito feminino à educação, Malala foi a mais jovem indicada a um Prêmio Nobel da Paz.
Há poucos meses, uma garota discursou na Assembleia Geral da ONU. Ela é Malala Yousafzai, paquistanesa que foi baleada no rosto por militantes do Taleban por defender o direito de as meninas do seu país frequentarem a escola.
“Queridos amigos”, ela disse, “em outubro de 2012, o Taleban atirou no lado esquerdo da minha testa, pensando que as balas iriam me silenciar. Mas eles falharam”. Seu crime? Estudar, algo que, segundo a rígida interpretação do grupo radical islâmico, é uma prerrogativa masculina.
Malala, para quem os extremistas “têm medo de mulheres instruídas”, foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz, tornando‐se sua mais jovem concorrente. […]
Se aos 10 anos a pequena Malala combinava o sonho de se tornar médica com certa dose de conformismo, aos 12 a garota já demonstrava eloquência incomum. “Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo. Educação é a única solução”, disse a jovem naquele 12 de julho, pelo que foi aplaudida à exaustão. A propósito, a data do já histórico discurso foi eternizada pela ONU como o Malala Day.
(Carta na Escola, número 81, novembro de 2013. Fragmento.)
Texto II
Carta na Escola: O senhor defende que, mais do que conteúdos básicos, a escola deve ensinar o aluno a aprender. Como isso pode ser feito?
*Richard Murnane: Isso é essencial e é resultado das mudanças em nossa economia. Eu conheço mais da economia americana do que da brasileira, mas acredito que o que está acontecendo hoje nos EUA também ocorrerá no Brasil, na medida em que o País se desenvolver e os salários aumentarem. Como resultado dos avanços das tecnologias, especialmente as ligadas à computação, empregos que exijam seguir procedimentos e realizar uma tarefa várias vezes, mecanicamente, como, por exemplo, arquivar ou datilografar, serão feitos por máquinas. Qualquer tarefa que possa ser definida como seguir um procedimento de maneira rotineira poderá ser realizada por um computador.
*Richard Murnane é economista e professor da Faculdade de Educação de Harvard.
(Carta na Escola, número 82, dezembro de 2013. Fragmento.)
Texto III
Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo. (Paulo Freire.)
Considerando os textos anteriores como motivadores, redija um texto dissertativo‐argumentativo, posicionando‐se acerca do seguinte tema:
“A educação como agente de transformações sociais”.
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