Um homem de 57 anos de idade procurou o pronto-socorro de um hospital de nível terciário, queixando-se de intensa dor retroesternal, em aperto, com irradiação para a face medial do membro superior esquerdo (em formigamento), sem fatores de melhora, associada a dispneia de repouso, náuseas, vômitos e sudorese profusa, iniciada há 10 horas, durante intenso esforço físico. Há cerca de 8 meses, vinha apresentando mal-estar retroesternal desencadeado por esforços físicos moderados e que cediam rapidamente com o repouso. Informou ser tabagista há 20 anos (40 maços/ano), ter colesterol elevado, ter diagnóstico de diabetes melito há 6 anos (controlado com dieta), ser sedentário e ter pai falecido de ataque cardíaco aos 60 anos de idade. Negou hipertensão arterial e outras doenças. O exame clínico mostrou paciente ansioso, com fáscies de dor, acianótico, dispneico leve, com pressão arterial de 140 mmHg × 85 mmHg e frequência cardíaca de 102 bpm; ritmo cardíaco regular (com raras extrassístoles) com 4.ª bulha, sem sopros e outros ruídos adventícios; pulsos arteriais palpáveis e simétricos; pulmões com murmúrio vesicular reduzido globalmente, sem outras anormalidades; abdome sem alterações. A bioquímica do sangue, na admissão, era a seguinte: glicemia = 100 mg/dL (valores de referência: 60-110 mg/dL); sódio = 138 mEq/L (valores de referência: 135-145 mEq/L), potássio = 4,0 mEq/L (valores de referência: 3,5-5,0 mEq/L), creatinofosfoquinase = 490 UI/L (valor de referência: até 190 UI/L), fração MB da creatinofosfoquinase = 120 UI/L (valor de referência: até 190 UI/L) e troponina I = 2,8 ng/mL (valor de referência: até 0,05 ng/mL). O eletrocardiograma convencional de repouso do paciente mostrou taquicardia sinusal, com frequência ventricular média de 101 spm, eixo do QRS a +10º, com extrassístoles ventriculares polimórficas, isoladas, presença de supradesnivelamento (com concavidade para baixo) do segmento ST de 4 mm, associado a ondas T opostas à maior deflexão do QRS (invertidas) nas derivações D1, aVL e de V1 a V6, bem como presença de ondas Q patológicas nessas derivações. A radiografia torácica não mostrou alterações. Saturação arterial (oximetria de pulso) de 95%.
Considerando a situação clínica acima apresentada, redija um texto dissertativo que, da forma mais completa possível, atenda, necessariamente, as seguintes determinações:
- faça um exercício de diagnóstico diferencial, indicando, necessariamente, quatro doenças cardiovasculares (destacando, entre elas, o principal diagnóstico – e as características que permitem esse diagnóstico), além de abordar os aspectos clínicos e laboratoriais que confirmem ou descartem cada uma delas;
- tendo em conta o principal diagnóstico, apresente proposta de abordagem terapêutica, com justificativas, para o paciente em questão.
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