O sistema previdenciário brasileiro, no âmbito dos regimes básicos de proteção social, permite identificar a segregação entre o Regime Geral de Previdência Social – RGPS, administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social e, ainda, os Regimes Próprios de Previdência Social de Servidores Públicos, os quais são organizados por entes federativos. Tudo isso sem prejuízo de regimes especiais e, também, o modelo de previdência complementar.
Nesse contexto, é natural que haja relativa confusão entre a correta vinculação previdenciária e os requisitos de elegibilidade para fins de obtenção de benefícios.
Diante desse cenário normativo, em uma hipotética situação na qual um advogado militante na atividade privada obtenha ingresso na carreira pública de procurador do Estado do Amazonas, algumas indagações surgem. A nomeação e exercício efetivo do hipotético novo servidor toma lugar em janeiro de 2026.
Sendo assim responda, de forma fundamentada:
a) A qual regime previdenciário estará filiado o Procurador do Estado, partindo da premissa que a função pública será sua única atividade remunerada?
b) Caso o tempo de atividade privada anterior tenha sido como segurado empregado do RGPS, poderá o mesmo ser computado para fins de aposentadoria no cargo público?
c) O Procurador será obrigatoriamente filiado a algum regime de previdência complementar?
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