Infância, Juventude, Família e Envelhecimento
Texto 1
Nos últimos anos, as redes sociais deixaram de ser apenas plataformas de comunicação e passaram a atuar como espaços de construção de identidade. Para muitos jovens, a forma como são vistos online influencia diretamente a maneira como se percebem. A cultura da autoexposição — baseada em postar fotos, mostrar rotinas, conquistas e até momentos íntimos — cria uma sensação constante de avaliação e comparação. Assim, surge uma busca incessante por validação, grande parte mediada pelos números de curtidas, comentários e seguidores. Pesquisadores alertam que essa dinâmica pode provocar ansiedade, baixa autoestima e dificuldade de reconhecer a própria individualidade sem a aprovação digital.
Fonte: Instituto de Psicologia da USP, “Identidade e Cultura Digital” (2023).
Texto 2
A lógica dos influenciadores digitais e da economia da atenção transformou a vida cotidiana em “conteúdo”. Para se destacar nesse ambiente, muitos jovens sentem a necessidade de performar versões idealizadas de si mesmos, ocultando fragilidades e criando narrativas que nem sempre correspondem à realidade. Segundo especialistas em comportamento juvenil, essa prática pode gerar uma sensação de “identidade fragmentada” em que o indivíduo vive duas realidades: a online, glamurizada, e a offline, muitas vezes marcada por inseguranças. Esse contraste pode dificultar o desenvolvimento emocional saudável e comprometer relações sociais verdadeiras.
Fonte: Revista Brasileira de Comunicação e Sociedade, “Juventude e Performatividade nas Redes” (2024).
Com base nos textos de apoio apresentados e em seus conhecimentos, elabore um texto dissertativo-argumentativo, em modalidade escrita formal da língua portuguesa, sobre o tema “Os desafios da cultura da autoexposição nas redes sociais na construção da identidade dos brasileiros”.
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