Texto 1
A dieta baseada no consumo de claras de ovo, popularizada recentemente por influenciadoras digitais, vem despertando a curiosidade e gerando debates nas redes sociais. Apesar de ser vista por muitos como uma estratégia para emagrecer, especialistas alertam que restrições alimentares desse tipo podem trazer sérios riscos à saúde, especialmente quando não há acompanhamento profissional adequado.
(Rosivaldo Vitorino. “Dieta do ovo no mundo das influenciadoras”. www.uninassau.edu.br, 06.12.2024. Adaptado.)
Texto 2
Alimentos que por muitos anos foram considerados benéficos para a saúde podem, de um dia para outro, receber o rótulo de vilões da nutrição. De outro lado, dietas propagandeadas como saudáveis passam a incluir certos alimentos e a descartar outros, sem que estudos nutricionais justifiquem tais decisões. Como resultado, pode-se adotar uma rotina alimentar não tão benéfica quanto se imagina ou até mesmo uma rotina alimentar responsável por provocar transtornos alimentares.
Esse problema também decorre da divulgação de resultados parciais de pesquisas científicas ainda em andamento, valorizando ou questionando a ação nutricional de determinados alimentos. Essas ações combinadas deram origem ao conceito de “terrorismo nutricional”, um fenômeno que ganha força principalmente nas redes sociais, quando, sem fundamento científico, exaltam-se as propriedades supostamente milagrosas de determinados alimentos.
O “terrorismo nutricional” tem tornado mais comuns os sentimentos de medo e insegurança em relação aos alimentos e à forma de se nutrir, segundo apontam estudos do Laboratório Nutricional da Faculdade de Ciências Aplicadas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
(Hebe Rios. “Série de reportagens produzida pela Secretaria Executiva de Comunicação investiga o terrorismo nutricional”.
https://jornal.unicamp.br, 27.02.2025. Adaptado.)
Texto 3
O Brasil já tem mais de 500 mil influenciadores digitais, de acordo com dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Nielsen, que considera os perfis com mais de 10 mil seguidores. A tecnologia e, consequentemente, o espaço midiático virtual tornaram-se uma arma poderosa da indústria da “boa forma”, criando um aumento na utilização das mídias sociais como meio de se adquirir conhecimento acerca de alimentação, nutrição e saúde.
Além disso, é crescente a confiança depositada pelo público em influenciadores digitais que não detêm, necessariamente, bases científicas ao expressarem opiniões e conselhos no âmbito da alimentação e nutrição, propagando estereótipos sobre dietas, suplementos nutricionais e medicamentos voltados ao emagrecimento, moldando a opinião pública quanto à saudabilidade de alimentos e os reduzindo à dicotomia “emagrecer versus engordar”. Em uma área como a Nutrição, discursos midiáticos sobre alimentação e dieta sem base técnica e científica são extremamente prejudiciais à sociedade.
(Conselho Federal de Nutricionistas. Exercício ilegal da profissão de nutricionistas: uma ameaça à sociedade, 2024. Adaptado.)
Texto 4
Quando o assunto é alimentação, mitos podem gerar escolhas inadequadas. Comparar refrigerante zero a sucos naturais é um exemplo clássico. É comum pensar que as versões “zero açúcar” são melhores por conterem menos calorias, mas isso ignora os impactos dos aditivos químicos, como adoçantes artificiais, na saúde.
Você já viu alguém nas redes sociais demonizando alimentos como trigo, leite, ovo e açúcar? Em tempos de “infodemia” (volume excessivo de informações sobre determinado assunto, que se propagam de forma rápida e incontrolável), conteúdos sem embasamento científico podem se espalhar mais rápido que a verdade!
(“Campanha de combate à desinformação na saúde”. www.cfn.org.br, 15.01.2025. Adaptado.)
Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, em pregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
Na era dos influenciadores, é possível amenizar os impactos do terrorismo nutricional?
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arte (ar.te) sf.
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(https://aulete.com.br. Adaptado.)
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