De acordo com o Ministério da Defesa do Brasil, “as políticas externa e de defesa são complementares e indissociáveis. A manutenção da estabilidade regional e a construção de um ambiente internacional mais cooperativo, de grande interesse para o Brasil, serão favorecidas pela ação conjunta do Ministério da Defesa e do Ministério das Relações Exteriores, que devem aproximar suas áreas de inteligência e planejamento”.
Entretanto, historicamente essas duas políticas se desenvolveram de forma isolada, o que provocou uma baixa articulação ao longo dos anos. Conforme observou Fernanda Nanci Gonçalves (2021), a diplomacia e a defesa no país têm funcionamento peculiar, marcado pela autonomia das burocracias e pela orientação interna da política de defesa, centrada na manutenção da lei e da ordem.
Apesar disso, a redemocratização e as gestões subsequentes — de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e Dilma Rousseff (2011-2016) — promoveram avanços institucionais para aproximar essas agendas, com a criação do Ministério da Defesa, a formulação da Política de Defesa Nacional e o fortalecimento da presença brasileira em missões de paz.
A respeito da articulação entre política externa e política de defesa no Brasil, redija um texto dissertativo que aborde, necessariamente, os seguintes aspectos:
- Fatores que historicamente dificultaram a articulação entre as políticas externa e de defesa no Brasil republicano.
- Cite avanços institucionais e estratégicos ocorridos nas últimas três décadas que exemplificam a articulação entre diplomacia e defesa na consecução dos objetivos nacionais.
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Diante da guerra russo-ucraniana, em curso desde fevereiro de 2022, a posição do Itamaraty tem se orientado “pela preservação dos interesses do Brasil e pela contenção de efeitos negativos sobre a população brasileira”, nas palavras do ministro das Relações Exteriores, Carlos França. Ainda segundo o Chanceler:
“O Brasil defende, em seus votos e pronunciamentos no Conselho de Segurança, no Conselho de Direitos Humanos e na Assembleia-Geral das Nações Unidas, posições que correspondem à nossa tradição diplomática: cessar-fogo imediato; proteção de civis e de infraestrutura civil; acesso desimpedido a serviços humanitários; e pronta solução política da questão, baseada nos Acordos de Minsk, ace…
Leia o trecho a seguir, extraído do artigo “A contribuição da Cepal às teorias do desenvolvimento latino-americano: dependência, industrialização e desigualdade” (Revista Brasileira de Economia, 2017):
“A Cepal consolidou, nas décadas de 1950 e 1960, um diagnóstico crítico do modelo de inserção periférica da América Latina no sistema internacional, destacando o fenômeno da ‘deterioração dos termos de troca’, a superexploração da força de trabalho e as limitações estruturais ao crescimento autônomo. Suas propostas incluíram a industrialização por substituição de importações como via para romper o ciclo de dependência e vulnerabilidade externa, além da defesa de reformas estruturais para promo…




