Leia com atenção os textos motivadores a seguir.
Fidelidade, devoção afetiva e respeito à hierarquia são alguns dos principais motivos por trás de uma dominação estável.
Obedecemos, seguimos e damos ordens muitas vezes até sem perceber. Há leis, regras de trânsito, conselhos morais e espirituais, determinações do chefe e tantas outras situações em que prevalece mando e obediência. Numa dessas relações é fácil imaginar motivos para alguém desejar comandar – como sede de status, vantagens materiais ou satisfação da vaidade. Pode ser mais interessante, contudo, pensar no que leva alguém a obedecer sem fazer questionamentos – ou pelo menos estranhar essa conjuntura. O sociólogo alemão Max Weber deu algumas respostas a essa questão. No início do século 20 ele estudou as relações de dominação, que definiu como “probabilidade de encontrar obediência a determinada ordem”. O que mais lhe interessava nessas relações era o sentido dado à ação de obedecer por aqueles que se submetiam às ordens.
Podem existir motivações para a obediência com base no medo, no afeto, num costume arraigado ou no cálculo das vantagens de ser conivente com o dominador. Mas a dominação construída sobre esses alicerces pode ser instável. De acordo com Weber, as relações de mando-obediência tornam-se mais estáveis quando o sujeito que segue as determinações alheias o faz por acreditar que esta é a coisa certa a fazer. Em outras palavras, a dominação é mais estável quando o dominado acredita na legitimidade do motivo de sua obediência. Três fundamentos são identificados pelo sociólogo para a dominação ser considerada legítima por aqueles que acatam e cumprem as ordens: existem os casos em que a motivação é a crença na legitimidade das ordenações e dos poderes senhoriais existentes há muito tempo. Obedece-se por fidelidade, sem questionamentos, porque se acredita que o estado das coisas foi daquele jeito desde sempre; outra razão para considerar as ordens de uma pessoa como legítimas é a devoção afetiva a ela ou a crença em seus dons (como faculdades mágicas, abertura para revelações místicas, demonstrações de heroísmo, poder intelectual ou alta capacidade de convencimento pelo discurso); mais estável é a chamada dominação legal. Nela, uma pessoa não é obedecida por uma qualidade sua, mas pelo cargo que ocupa. Na verdade, o que realmente é obedecido é uma regra estatuída. A ideia básica, nesse tipo de relação, é que qualquer direito pode ser criado ou modificado mediante um estatuto correto.
Adaptado de SORIANO, Paulo (2016), apud https://www.academiagalega.gal/academia/info-atualidade.
O Poder da Obediência
A obediência é uma característica fundamental para o funcionamento de qualquer sociedade.
A autoridade exerce um papel importante na influência da obediência das pessoas.
A obediência pode ser positiva quando baseada em princípios éticos e morais.
No entanto, a obediência cega pode levar a consequências negativas, como a perpetuação de injustiças e abusos de poder.
Estudos demonstram que as pessoas tendem a obedecer à autoridade mesmo quando isso vai contra seus valores pessoais.
A obediência à autoridade pode ser explicada por fatores como o medo de punição, o desejo de pertencer a um grupo e a crença na legitimidade da autoridade.
É importante questionar a autoridade e refletir sobre os limites da obediência, buscando sempre agir de acordo com princípios éticos e morais.
A conscientização sobre os mecanismos de influência da autoridade pode ajudar a evitar situações de abuso e injustiça.
A educação e o desenvolvimento do senso crítico são fundamentais para promover uma obediência consciente e responsável.
Adaptado de O Poder da Obediência, Fernanda Morais.
A obediência é um elemento essencial para o funcionamento da vida em sociedade, seja no cumprimento das leis, das normas institucionais ou das relações de trabalho. Contudo, quando ofuscada, pode levar à perpetuação de injustiças e abusos de poder. Os textos motivadores apresentam diferentes perspectivas sobre o tema e incentivam uma reflexão sobre a importância e os limites da obediência na nossa sociedade.
Com base nessa temática, elabore um texto dissertativo, atendendo ao seguinte:
- a) analise criticamente os fundamentos que levam indivíduos a obedecer autoridades, relacionando-os ao pensamento de Max Weber e às situações vivenciadas no serviço público;
- b) discuta os limites da obediência no exercício da função pública, refletindo sobre os riscos da obediência cega e a importância do questionamento ético e jurídico diante de ordens hierárquicas;
- c) defenda a relevância da obediência consciente e responsável como instrumento de fortalecimento da legalidade, da moralidade administrativa e da proteção dos direitos fundamentais, destacando o papel do servidor municipal nesse processo.
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“Existem duas teorias diametralmente opostas sobre a melhor maneira de se prevenir a guerra. Uma delas é a da dissuasão militar, que envolve a aquisição de armas e aliados e se baseia em despertar o público para os perigos impostos por nações agressoras. A outra é a de que acordos de desarmamento e pactos de paz mútua entre possíveis inimigos, juntamente a uma desescalada da retórica hostil, é o caminho para evitar a guerra.” (A busca da justiça cósmica, Thomas Sowell).
E para você, qual o melhor caminho para se evitarem guerras? Diga o que pensa a respeito, num texto dissertativo-argumentativo em linguagem culta.
Pesquisa identifica 20,5 milhões de brasileiros sem acesso à internet
Uma prática cada vez mais disseminada ainda é raridade no cotidiano de 20,5 milhões de brasileiros: o uso da internet. Esse contingente representa 10,9% das pessoas com 10 anos ou mais de idade em 2024. Desses, quase a metade (45,6%) aponta como motivo para não acessar a internet não saber como fazer. São 9,3 milhões de pessoas.
Os dados fazem parte de um suplemento sobre tecnologia da informação e comunicação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-…
Texto I
TÍTULO VII – CAPÍTULO II – DA POLÍTICA URBANA: Art. 182. A política de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder Público Municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes.
TÍTULO VIII – CAPÍTULO II – DA SAÚDE: Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantida mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a sua promoção, proteção e recuperação.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF…



