Os medicamentos psicotrópicos são modificadores seletivos do sistema nervoso central e podem ser classificados, segundo a Organização Mundial de Saúde, em: ansiolíticos e sedativos; antipsicóticos (neurolépticos); antidepressivos; estimulantes psicomotores; psicomiméticos; e potencializadores da cognição.
Dessas categorias, três apresentam grande importância quando se fala em controle de vendas em estabelecimento farmacêutico: os ansiolíticos (benzodiazepínicos); os antidepressivos; e os estimulantes psicomotores.
Os benzodiazepínicos estão entre os medicamentos mais utilizados no mundo todo, havendo estimativas de que entre 1 e 3% de toda a população ocidental já os tenha consumido regularmente por mais de um ano. Em 2001, no mundo todo, foram consumidas 26,74 bilhões de doses diárias e 6,96 milhões de doses como hipnóticos.
A prevalência do consumo desses fármacos é elevada no Brasil. Segundo o Conselho Regional de Medicina do estado de São Paulo, um em cada dez adultos recebe prescrição de benzodiazepínico, quase sempre feita por clínico geral.
Os psicofármacos são medicamentos necessários e seguros, mas podem causar dependência física e(ou) psíquica. Segundo Paulo e Zanini (1997), a dependência psíquica favorece o desenvolvimento da procura compulsiva do fármaco, surgindo o vício, o que leva à distorção dos valores pessoais e sociais do indivíduo, prejudicando o seu comportamento social.
ANDRADE, M. de F.; ANDRADE, R. C. G. de; SANTOS, V. dos. Prescrição de psicotrópicos: avaliação das informações contidas em receitas e notificações.
Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, v. 40, nº 4, p. 471‑479, 2004 (com adaptações).
Considerando que o texto acima tenha caráter exclusivamente motivador, redija um texto dissertativo acerca do tema a seguir.
A importância do farmacêutico fiscal no uso racional de medicamentos psicotrópicos
Ao elaborar seu texto, aborde, necessariamente, os seguintes aspectos:
a) panorama brasileiro do uso problemático/abusivo de medicamentos psicotrópicos;
b) responsabilidades e atribuições do farmacêutico fiscal no uso racional de psicotrópicos; e
c) papel do farmacêutico fiscal no uso racional de benzodiazepínicos.
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