Texto I
Em entrevista ao Joio, Natalie aponta que, segundo estudos da Coppe-UFRJ (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós- -Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro), “dá inclusive para o Brasil chegar a 80% de redução contando com esse instrumento. Então, um mercado regulado de carbono tem um poderoso efeito quando falamos de emissões industriais e faz com que setores econômicos acelerem a transição energética”. Nessa visão, os mercados de carbono teriam uma existência temporária, até que a economia global se descarbonize, ou seja, deixe de depender das emissões associadas a gases poluidores. […]
Críticos da iniciativa, porém, acreditam que o mercado de carbono seria uma espécie de “licença para poluir”. Avaliam que ele permite aumentar a destruição do meio ambiente em um lugar para compensar em outro, sem levar em conta o papel de ambos os ecossistemas na manutenção do equilíbrio do clima mundial. Em resumo, ao invés de reduzir os danos que causa, uma empresa seguiria a comprar o privilégio de ser poluidora.

Texto II
O mercado de carbono traz diversos benefícios econômicos e ambientais. Em termos econômicos, ele cria incentivos para que as empresas reduzam suas emissões de gases de efeito estufa, promovendo a inovação e o desenvolvimento de tecnologias mais limpas. Além disso, possibilita a geração de receitas com a comercialização de créditos de carbono. Do ponto de vista ambiental, o mercado de carbono contribui diretamente para a redução das emissões de gases poluentes, atuando como uma importante ferramenta na mitigação das mudanças climáticas. Além disso, ele incentiva práticas sustentáveis e a preservação de ecossistemas, promovendo a transição para uma economia de baixo carbono.
Dentre os desafios enfrentados pelo mercado de carbono, destaca-se a falta de harmonização entre os diferentes sistemas de precificação de carbono em nível global, o que dificulta a cooperação internacional. Além disso, a dificuldade em precificar corretamente as externalidades ambientais ligadas às emissões de carbono representa um obstáculo significativo. Outro desafio é a possibilidade de volatilidade nos preços de carbono, tornando os incentivos para redução de emissões incertos e instáveis.
Ademais, a resistência política e a falta de compromisso de certos países em adotar políticas de precificação de carbono também prejudicam a eficácia desse mercado.
Homero de Giorge Cerqueira, Migalhas, 17 de outubro de 2024.
(Disponível em: https://www.migalhas.com.br/o-mercado-de-carbono. Acesso em: fevereiro de 2025.)
Texto III
A convocação de Darysa Yanomami ecoa clara e forte: “Quero que vocês, brancos, escutem minhas palavras e defendam nossa floresta”. Uma das autoras do livro Diários Yanomami: Testemunhos da destruição da floresta, Darysa fez o pedido durante o lançamento da obra, em julho do ano passado.
Maior floresta tropical do planeta, a Amazônia é muito procurada por desenvolvedores de projetos de carbono. Não à toa.
Eles buscam se instalar no território justamente por causa das árvores, que têm alto potencial de armazenamento de carbono.
Mas, assim como o Brasil não era “terra virgem” quando os europeus desembarcaram na costa, o bioma amazônico é lar de muitas comunidades, que somam mais de 28 milhões de habitantes e que nem sempre têm seus direitos e modos de vida respeitados diante da corrida pelo “novo ouro”, o carbono.
Lorena Tabosa, Nexo, 07 de fevereiro de 2025.
(Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/externo/. Acesso em: fevereiro de 2025.)
A partir dos textos motivadores, redija uma dissertação sobre o tema:
“Implementação e utilização do mercado de carbono na promoção do crescimento econômico e desenvolvimento sustentável”.
CONTEÚDO EXCLUSIVO
Confira nossos planos especiais de assinatura e desbloqueie agora!
Ops! Esta questão ainda não tem resolução em texto.
Ops! Esta questão ainda não tem resolução em vídeo.
Questões Relacionadas
Texto I
Sofrimento psíquico no ambiente de trabalho: pesquisadores apontam situação endêmica na saúde mental no Brasil
Transtornos Mentais Relacionados ao Trabalho (TMRT) são a terceira maior causa de afastamento do trabalho e dados apontam tendência de crescimento.
Em proposição da Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Cistt) do Conselho Nacional de Saúde, a 342 ª Reunião Ordinária do CNS trouxe dados alarmantes sobre como a ansiedade, o estresse e o suicídio têm afetado a população ativa no Brasil. A mesa “Transtornos mentais e de adoecimento no ambiente de trabalho: ações e intervenções para proteger a saúde e segurança dos trabalhadores e trabalhadoras…
Texto I
Lei Seca surte efeito em jovens, mas ainda precisa melhorar, alerta especialista
Após 15 anos de sua implementação, a Lei Seca do Brasil (Lei nº 11.705/2008) parece surtir cada vez mais efeito na população mais jovem que dirige automóveis. Ao menos é o que indica uma pesquisa realizada neste ano pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Segundo o relatório, que traz diversas estatísticas relacionadas ao assunto, 19,8% dos motoristas flagrados ao volante sob efeito de álcool têm menos de 30 anos.
O que chama atenção é que esse porcentual é menor que o de motoristas mais velhos flagrados dirigindo sob efeito do álcool.
Em pessoas na faixa dos 30 aos 40 anos, o índice chega a 30…
Texto I
Internetês é a nova linguagem da internet
A necessidade de escrever mais rápido e de forma dinâmica fez com que a comunicação ganhasse até um nome próprio: o internetês. Diante desse cenário, será que escrever com base em emoticons e abreviações afeta o aprendizado das regras ortográficas?
Para a linguista Camilla Duarte, o falante nativo de língua portuguesa sabe reconhecer a ortografia considerada correta dentro da convenção da escrita e também utilizar a ortografia empregada no internetês. “Somos aptos a lidar com as diversas variações da língua. São mudanças que surgem para preencher algumas lacunas que os novos tempos impõem. O internetês apareceu porque temos menos tempo para n…




