Texto I
Em entrevista ao Joio, Natalie aponta que, segundo estudos da Coppe-UFRJ (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro), “dá inclusive para o Brasil chegar a 80% de redução contando com esse instrumento. Então, um mercado regulado de carbono tem um poderoso efeito quando falamos de emissões industriais e faz com que setores econômicos acelerem a transição energética”. Nessa visão, os mercados de carbono teriam uma existência temporária, até que a economia global se descarbonize, ou seja, deixe de depender das emissões associadas a gases poluidores. […]
Críticos da iniciativa, porém, acreditam que o mercado de carbono seria uma espécie de “licença para poluir”. Avaliam que ele permite aumentar a destruição do meio ambiente em um lugar para compensar em outro, sem levar em conta o papel de ambos os ecossistemas na manutenção do equilíbrio do clima mundial. Em resumo, ao invés de reduzir os danos que causa, uma empresa seguiria a comprar o privilégio de ser poluidora.

Tatiana Merlino, 16 de janeiro de 2024.
(Disponível em: https://ojoioeotrigo.com.br/politica-de-republicacao. Acesso em: fevereiro de 2025. Adaptado.)
Texto II
O mercado de carbono traz diversos benefícios econômicos e ambientais. Em termos econômicos, ele cria incentivos para que as empresas reduzam suas emissões de gases de efeito estufa, promovendo a inovação e o desenvolvimento de tecnologias mais limpas. Além disso, possibilita a geração de receitas com a comercialização de créditos de carbono. Do ponto de vista ambiental, o mercado de carbono contribui diretamente para a redução das emissões de gases poluentes, atuando como uma importante ferramenta na mitigação das mudanças climáticas. Além disso, ele incentiva práticas sustentáveis e a preservação de ecossistemas, promovendo a transição para uma economia de baixo carbono.
Dentre os desafios enfrentados pelo mercado de carbono, destaca-se a falta de harmonização entre os diferentes sistemas de precificação de carbono em nível global, o que dificulta a cooperação internacional. Além disso, a dificuldade em precificar corretamente as externalidades ambientais ligadas às emissões de carbono representa um obstáculo significativo. Outro desafio é a possibilidade de volatilidade nos preços de carbono, tornando os incentivos para redução de emissões incertos e instáveis. Ademais, a resistência política e a falta de compromisso de certos países em adotar políticas de precificação de carbono também prejudicam a eficácia desse mercado.
Homero de Giorge Cerqueira, Migalhas, 17 de outubro de 2024.
(Disponível em: https://www.migalhas.com.br/o-mercado-de-carbono. Acesso em: fevereiro de 2025.)
Texto III
A convocação de Darysa Yanomami ecoa clara e forte: “Quero que vocês, brancos, escutem minhas palavras e defendam nossa floresta”. Uma das autoras do livro Diários Yanomami: Testemunhos da destruição da floresta, Darysa fez o pedido durante o lançamento da obra, em julho do ano passado.
Maior floresta tropical do planeta, a Amazônia é muito procurada por desenvolvedores de projetos de carbono. Não à toa. Eles buscam se instalar no território justamente por causa das árvores, que têm alto potencial de armazenamento de carbono. Mas, assim como o Brasil não era “terra virgem” quando os europeus desembarcaram na costa, o bioma amazônico é lar de muitas comunidades, que somam mais de 28 milhões de habitantes e que nem sempre têm seus direitos e modos de vida respeitados diante da corrida pelo “novo ouro”, o carbono.
Lorena Tabosa, Nexo, 07 de fevereiro de 2025.
(Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/externo/. Acesso em: fevereiro de 2025.)
A partir dos textos motivadores, redija uma dissertação sobre o tema:
“Implementação e utilização do mercado de carbono na promoção do crescimento econômico e desenvolvimento sustentável”.
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(Bianca Mingote. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/. Acesso em: julho de 2024.)
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