Texto 1
O termo “verticalização” é amplamente utilizado por especialistas para se referir ao processo de crescimento vertical das cidades por meio dos grandes edifícios residenciais. Esse fenômeno vem acontecendo no mundo todo desde o século 19. No Brasil, a verticalização das cidades começou nos anos 90, com o crescente desenvolvimento de São Paulo (SP) e Rio de J aneiro (RJ). Pouco tempo depois, com a concentração crescente da população nas grandes cidades, o fenômeno se expandiu para outras regiões do país, que também deram início ao processo de verticalização de seus municípios.
(“Verticalização das cidades: entenda o significado do conceito.” Disponível em: https://summitmobilidade.estadao.com.br, 21/12/2021. Adaptado)
Texto 2
Os especialistas em planejamento urbano concordam que a verticalização é um processo sem volta. Para que ele traga benefícios, é preciso garantir que, ao acomodar moradores em prédios mais altos, seja possível aumentar a densidade demográfica, ou seja, ter mais pessoas morando em uma determinada área.
“A altura pode ajudar no aumento da concentração populacional em uma determinada região, respondendo às demandas por espaço e aumentando a eficiência das redes de infraestrutura, que podem atender mais pessoas em caminhos mais curtos”, diz o arquiteto e urbanista Anthony Ling, do projeto Caos Planejado.
Para viabilizar esse adensamento, o planejamento urbano é fundamental, na opinião de Claudio Bernardes, presidente do Conselho Consultivo do Secovi-SP. “Enquanto o mundo tem cerca de 50% das pessoas morando em cidades, o Brasil já tem 85%, e infelizmente não temos dado a devida atenção ao planejamento urbano”, diz Bernardes. Ele acredita, no entanto, que essa conscientização já está ocorrendo, com as cidades planejando melhor seu crescimento.
(“Verticalização urbana: solução ou problema?” Disponível em: https://g1.globo.com, 25/06/2018. Adaptado)
Texto 3
A verticalização e o adensamento não são algo necessariamente ruim para uma metrópole como São Paulo. “A questão está mais presente na mudança do padrão dessas residências, que indica claramente quem tem acesso a essa verticalização”, argumenta o economista e professor do Departamento de Planejamento, Urbanismo e Ambiente da Unesp no campus de Presidente Prudente, Everaldo Melazzo. Para o professor, “quando pensamos na dinâmica urbana, a cidade de São Paulo é uma parte do processo. Neste processo, o encarecimento do preço da terra e mudança das tipologias, permeado pelos interesses dos agentes imobiliários, expulsa para as bordas e para a região metropolitana a população que não tem renda ou crédito”, afirma.
Nessa linha, um estudo do Centro de Estudos da Metrópole chama a atenção para uma queda pontual das residências horizontais de baixo padrão logo após o Plano Diretor Estratégico de 2014 e antes da aprovação do zoneamento de 2016 na cidade de São Paulo. Segundo o documento, é neste intervalo “que deve ter se concentrado a tendência de demolição para substituição pelos usos que mais cresceram, em especial verticais de médio e alto padrão”, afirma o texto.
Para Maria Encarnação Sposito, especialista em geografia urbana e professora no campus da Unesp em Presidente Prudente, a falta de políticas públicas consistentes que contemplem o planejamento de habitações populares colabora para que a verticalização seja orientada principalmente pelo mercado imobiliário que, naturalmente, direciona seus produtos para um público consumidor capaz de pagar por eles. Sem uma política pública bem estruturada que estimule o mercado a trabalhar com outra faixa de renda, explica a docente, as empresas continuarão privilegiando apartamentos de médio e alto padrão.
(Marcos do Amaral Jorge, “Verticalização acelera, e São Paulo já possui mais apartamentos do que casas” Disponível em: https://jornal.unesp.br, 01/12/2022. Adaptado)
Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
Verticalização urbana: solução de moradia ou estímulo ao encarecimento dos imóveis?
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