TEXTO 1
Muitos jovens acreditam que o vestibular é a maior barreira que enfrentarão em sua vida escolar. No entanto, uma vez conquistada a vaga num curso de graduação, surgem desafios inesperados, que podem desestabilizar o equilíbrio emocional e psíquico dos estudantes: o nível de exigência de algumas disciplinas, o volume de leitura e trabalhos, a adaptação fora da casa dos pais e as dúvidas quanto ao futuro são alguns deles.
De acordo com a psicóloga Débora Menezes da Silva Motta, do Setor de Apoio Psicopedagógico e Inclusão, do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, em Belo Horizonte, um aspecto que favorece o desequilíbrio emocional dos universitários é o fato de eles estarem chegando cada vez mais novos ao ensino superior. “Eles chegam com 17, 18 anos e com 20, 21 estão se formando. Parece que são imaturos, com mais dificuldade de lidar com as frustrações e com a pressão do que as gerações anteriores”, analisa.
(Marta Avancini. Alunos de ensino superior enfrentam ansiedade, depressão e outros problemas psicológicos,
https://revistaensinosuperior.com.br, 03.04.2019. Adaptado)
TEXTO 2
Conforme pesquisa da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, no Brasil), publicada em 2019, pelo menos 83% dos estudantes de universidades federais brasileiras já enfrentaram alguma questão de ordem emocional – aumento de 3% em relação ao mesmo estudo realizado em 2016.
Ansiedade, depressão e sensação de desamparo são situações recorrentes nos relatos de alunos. A ideia de suicídio passou de 4% em 2016 para 11% na pesquisa mais recente. Adversidades que envolvem todo o histórico de vivências dos alunos, acrescidas de um sobrepeso devido ao modelo acadêmico competitivo e que suscita a busca pela excelência em detrimento de um aprendizado saudável.
Segundo Thaís Sarmento, psicóloga da PRAE (Pró-reitoria de Assuntos Estudantis) da UFRGS, “tanto a saúde quanto a doença mental em suas especificidades são multifatoriais, pois falam de acontecimentos de vida, da carga familiar que se transmite através de padrões de comportamento que aprendemos com a família e das condições de vida de um modo geral”.
Para a psicóloga, o que acontece é que o estresse acadêmico acaba sendo difícil de manejar para muitos estudantes, mas isso não significa que a universidade sozinha esteja causando o adoecimento. São esses conjuntos de vivências anteriores e presentes que acrescidos à tensão das demandas acadêmicas – tanto pelas características delas quanto pela dificuldade em administrá-las – contribuem para um maior sofrimento do jovem.
Para a professora Cristina Neumann, coordenadora da COMGRAD/Medicina, “o estudante é uma amostra da sociedade.
O aumento do sofrimento do universitário tem a ver com a sociedade também, há uma crise absurda no país”.
(Júlia Costa dos Santos. “Como enfrentar o adoecimento mental na universidade: conheça iniciativas de professores e alunos”,
https://www.ufrgs.br/, 10.10.2019. Adaptado)
Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva uma dissertação, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
O ADOECIMENTO PSÍQUICO NO MEIO UNIVERSITÁRIO:
ENTRE O EXCESSO DE EXIGÊNCIAS ACADÊMICAS
E O REFLEXO DA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA.
CONTEÚDO EXCLUSIVO
Confira nossos planos especiais de assinatura e desbloqueie agora!
CONTEÚDO EXCLUSIVO
Confira nossos planos especiais de assinatura e desbloqueie agora!
Ops! Esta questão ainda não tem resolução em vídeo.
Questões Relacionadas
Texto I
Ao falar sobre o direito de igualdade, é preciso ter a honestidade intelectual para reconhecer que há um grande déficit de justiça entre nós. Nem todos os brasileiros são tratados com igual consideração quando buscam o serviço público da justiça. Em vez de se conferir ao que busca a restauração dos seus direitos o mesmo tratamento e consideração que são dados a poucos, o que se vê, aqui e acolá — nem sempre, mas é claro, às vezes sim —, é um tratamento privilegiado, preferência desprovida de qualquer fundamentação racional.
Internet: <noticias.stf.jus.br> (com adaptações).
Texto II
A Justiça brasileira recebeu mais de 38 milhões de novos casos para julgar em 2024. O número é re…
TexTo 1
A interação de crianças com a internet ocorre cada vez mais cedo e de forma ampla. Cerca de um terço dos usuários da rede no mundo é de crianças e adolescentes, segundo dados da pesquisa TIC Kids on-line, produzida pelo Comitê Gestor da Internet (CGO.br). Ao todo, 95% das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos acessaram a internet em 2023. Entre as crianças de 9 a 10 anos, 68% disseram ter perfis em redes sociais.
“Importante destacar as oportunidades de aprendizado e entretenimento e acesso a direitos fundamentais dessa presença de crianças e adolescentes no ambiente digital, mas também os riscos de exploração, exposição e acesso a conteúdos ina propriados”, diz Maria Mello, coorden…
Os termos “corrupção”, “corrupto”, “corrupta” e “bandido” ou “corrupto de estimação” dominaram a briga política brasileira nos últimos anos.
Mas o que afinal é ser corrupto? Quais são as causas e como se previne? O conceito de “jeitinho brasileiro” e a expressão “rouba, mas faz” atestam que a cultura brasileira é corrupta? Por que um país tem mais corrupção que outro? A corrupção do dia a dia é a base da corrupção dos poderosos? Vale tudo, inclusive burlar as leis, pelo objetivo de acabar com os corruptos no poder?
A partir da reflexão dos questionamentos acima, que possuem caráter unicamente motivador, redi…



