O racismo é uma decorrência da própria estrutura social, ou seja, do modo “normal” com que se constituem as relações políticas, econômicas, jurídicas e até familiares, não sendo uma patologia social e nem um desarranjo institucional. Sua dimensão estrutural explica-se pelo fato de comportamentos individuais e processos institucionais derivarem de uma sociedade em que o racismo é parte de um processo social que ocorre pelas costas dos indivíduos e lhes parece legado pela tradição. Entender que o racismo é estrutural, e não um ato isolado de um indivíduo ou de um grupo, nos torna ainda mais responsáveis pelo combate ao racismo e aos racistas. Por mais que calar-se diante do racismo não faça do indivíduo moral e/ou juridicamente culpado ou responsável, certamente o silêncio o torna ética e politicamente responsável pela manutenção do racismo, por isso, a mudança da sociedade não se faz apenas com denúncias ou com o repúdio moral do racismo: depende, antes de tudo, da tomada de posturas e da adoção de práticas antirracistas.
Adaptado de ALMEIDA, Silvio. Racismo Estrutural. São Paulo: Pólen, 2017, p.39, 40 e 41.
Com base no trecho, responda aos itens a seguir.
1. Identifique os aspectos que caracterizam a natureza estrutural do racismo, segundo o autor citado.
2. Apresente duas modificações incluídas a partir de 2003 na legislação referente às diretrizes da Educação Nacional Brasileira, a fim de valorizar identidades sócio-raciais historicamente marginalizadas e contribuir para a adoção de práticas antirracistas nas instituições de ensino.
3. Descreva sucintamente uma proposta de atividade que aborde a temática do racismo, indicando a que ano se refere e quais são seus objetivos de aprendizagem.
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