Texto I
Casos de racismo no futebol crescem nos últimos anos
Denúncias, no entanto, raramente terminam em punições (09/02/2022)
Mesmo com dezenas de câmeras e microfones na direção do gramado e da arquibancada, atos racistas dentro dos estádios têm sido frequentes. Hoje em dia, no entanto, a exposição tem sido fundamental no combate a esse tipo de violência.
Aranha protagonizou um dos casos de maior repercussão no futebol brasileiro. Em 2014, o então goleiro do Santos denunciou um xingamento racista que veio da torcida do Grêmio.
“No meu caso, como goleiro, tenho o agravante. Os racistas exploraram bastante como o caso do Barbosa. Eu já ouvi de dirigente que goleiro negro não vingava, mesmo tendo talento. A paciência comigo era muito menor”, contou Aranha.
No ano deste episódio, o Observatório da Discriminação Racial no Futebol começou a mapear os casos de racismo espalhados pelo país.
Em três anos, as denúncias mais que dobraram. Foram de 20, em 2014, para 43, em 2017. O auge foi em 2019, quando 67 casos foram relatados.
Houve uma queda em 2020, por causa da paralisação do futebol. No ano passado, mesmo sem os números de todos os estados, mais de 50 denúncias foram registradas.
“Existe o aumento das denúncias, muito por conta do maior debate, da conscientização das pessoas, da quebra de silenciamento dos atletas. Estamos tendo essa evolução, mas ela não chegou ainda no Tribunal de Justiça Desportiva” (Marcelo Carvalho, diretor do Observatório da Discriminação Racial no Futebol) […]
Nos últimos anos, clubes têm se posicionado contra o racismo, reconhecido falhas ocorridas em outros tempos e ampliado as investigações de denúncias.[…]
Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/casos-de-racismo-no-futebol-crescem-nos-ultimos-anos/. Acesso em: 05/05/2022
Texto II
Racismo e impunidade no futebol
(De 07/05/2022)
Os casos se acumularam na última semana durante a principal competição sul-americana. Torcedores do Flamengo, Corinthians, Palmeiras, Fortaleza e Red Bull Bragantino foram vítimas de gestos racistas em jogos na
Libertadores – com pouca ou nenhuma ação de autoridades contra os criminosos. Para que punições sejam efetivas, é preciso “envolver os clubes”, avalia Marcelo Carvalho, diretor-executivo do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, em entrevista a Julia Duailibi. Coordenador de um relatório que indica que apenas 25% dos casos de racismo resultam em julgamento, Marcelo relaciona o problema no esporte a uma sensação generalizada de impunidade: “Temos uma lei de racismo que trata o crime como inafiançável e imprescritível, mas não temos ninguém preso por racismo no Brasil”. Ele pontua três pilares para combater este crime dentro do estádio: punição, educação e conscientização. Ainda neste episódio, Leda Costa, pesquisadora do laboratório de Estudos em Mídia e Esporte da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, fala sobre a cultura de “vale-tudo” dentro dos estádios, onde racismo e homofobia são considerados “brincadeiras”. Ela aponta a necessidade de problematizar violências verbais contra mulheres e o público LGBTQIA+. “A gente precisa fazer com que os estádios parem de ser ‘escolas’ formadoras de preconceito”, conclui.
Disponível em: https://g1.globo.com/podcast/o-assunto/noticia/2022/05/02/o-assunto-696-racismo-e-impunidade-nofutebol.ghtml. Acesso em 06/05/2022
Proposta de Redação:
O debate racial tem contribuído para a identificação e o enfrentamento de questões latentes na sociedade brasileira. No entanto, sabe-se que o racismo não é exclusividade do futebol. Nesse sentido, considerando as ideias apresentadas pelos textos motivadores e sua visão de mundo, escreva, em registro formal da Língua, um texto dissertativo-argumentativo, que contenha entre 20 e 30 linhas a respeito do seguinte tema: “O racismo no futebol e a estrutura da sociedade brasileira”.
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