Leia os textos.
Texto I
Os bailes funks, também conhecidos como pancadões ou fluxos, são o programa noturno de milhares de paulistanos todo fim de semana. Os eventos ocupam diversas ruas de comunidades com veículos e pessoas. É comum que jovens de classe média e classe média alta também os frequentem.
O “Baile da Dz7”, realizado há cerca de 10 anos em Paraisópolis, atrai entre 3000 e 5000 pessoas a cada edição, em média. Além de residentes da comunidade, muitos frequentadores vêm de outros bairros. Ao atrair gente de toda a cidade em grande número, os fluxos contribuem para aumentar as vendas de pequenos comércios na região, como bares e cabeleireiros.
“O funk é hoje o cerne da identidade de uma grande parte dos moradores jovens das grandes cidades, principalmente das periferias. É uma marca identitária que está nas roupas, nos bonés, no modo de vida de uma maioria de jovens urbanos de classes médias e classes baixas”, diz Luiz Bolognesi, diretor do documentário Funk.Doc.
(Camilo Rocha. “O que o funk representa para a cultura jovem de São Paulo”. https://www.nexojornal.com.br. 04/12/19. Adaptado)
Texto II
Dada a escassez de equipamentos públicos de cultura e lazer em favelas e periferias da cidade de São Paulo, o baile funk organizado na rua, o chamado fluxo, é a única opção para vastas parcelas da população, fundamentalmente jovem e moradora desses locais. Para além da música dançante, da paquera e da sociabilidade decorrente do encontro, o sucesso desses bailes se deve também ao baixo custo de produção, pois, muitas vezes, para a existência de um fluxo, basta a criação de um evento nas redes sociais e um carro com som alto ligado em uma rua.
A maioria da juventude pobre moradora de periferias e favelas não possui recursos financeiros para pagar a entrada em bares e casas de shows, ou mesmo estádios de futebol, local que outrora era frequentado por esse setor social. À falta de investimento público soma-se a privatização dos espaços. Dessa situação resulta o sucesso dos bailes funks na rua, abertos e públicos.
(Patricia Fachin. “Paraisópolis: expressão visceral das relações de classe no Brasil”. https://www.cartamaior.com.br. 17/12/2019. Adaptado)
Texto III
Quem detesta pancadão tem medo de represálias se reclamar. Relatos falam em som “insuportável” e idosos que “passam quatro noites sem dormir por causa do barulho”. O tráfico de drogas e a prostituição são outros dois fatores citados por aqueles moradores de comunidade que prefeririam que o fluxo não existisse.
“Só quem gosta é quem ganha dinheiro com a bagunça, ou seja, quem vende bebida ou drogas”, fala um morador do Jardim Colombo, na zona oeste paulistana. “Eu acordo muito cedo para ir trabalhar. Minha casa fica em frente a um baile. Eles não respeitam ninguém. Não me deixam dormir e meu portão fica totalmente bloqueado”, contou outro residente do bairro.
Para um morador de Paraisópolis, além do barulho, a impossibilidade de as ambulâncias do Samu circularem durante o fluxo e a sujeira que fica nas vielas depois das festas são os fatores que mais incomodam a comunidade. “São problemas que qualquer pessoa teria em qualquer bairro da cidade. Morador de comunidade também quer sossego”, disse.
(Gilberto Amendola. “Baile funk vira ‘fluxo’ na rua, movimenta economia periférica e toca até sertanejo”. https://sao-paulo.estadao.com.br. 08/12/19. Adaptado)
Com base nas informações dos textos e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
Baile funk na rua: entre a oferta de lazer e a perturbação do sossego
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