Suponha que a professora X tenha preparado uma rápida atividade para sua turma de sexto ano baseada nos textos a seguir apresentados. Os seus objetivos eram desenvolver fluência leitora em seus estudantes e promover interdisciplinaridade com a disciplina de matemática. Fundamentando-se no excerto de Kleiman, discuta se a professora poderia lograr êxito na sua prática e quais procedimentos deveria considerar para que a atividade atendesse (caso possível) aos critérios elencados nos PCN abaixo explicitados.

“Dizemos que as práticas de letramento são práticas situadas, o que significa que os objetivos, os modos de realizar as atividades, os recursos mobilizados pelos participantes, os materiais utilizados, serão diferentes segundo as características da situação, da atividade desenvolvida e da instituição.”
(KLEIMAN, A.B. Preciso “ensinar” o letramento?
Não basta ler e escrever? Linguagem e letramento em
foco. Campinas: Cefiel/IEL/Unicamp, 2005).
“(Para a) leitura de textos escritos:
-inferir o sentido de palavras a partir do contexto;
– consultar outras fontes em busca de informações complementares (dicionários, enciclopédias, outro leitor);
– articulação entre conhecimentos prévios e informações textuais, inclusive as que dependem de pressuposições e inferências (semânticas, pragmáticas) autorizadas pelo texto, para dar conta de ambigüidades, ironias e expressões figuradas, opiniões e valores implícitos, bem como das intenções do autor;
– estabelecimento de relações entre os diversos segmentos do próprio texto, entre o texto e outros textos diretamente implicados pelo primeiro, a partir de informações adicionais oferecidas pelo professor ou conseqüentes da história de leitura do sujeito;
– articulação dos enunciados estabelecendo a progressão temática, em função das características das seqüências predominantes (narrativa, descritiva, expositiva, argumentativa e conversacional) e de suas especificidades no
interior do gênero;
– estabelecimento da progressão temática em função das marcas de segmentação textual, tais como: mudança de capítulo ou de parágrafo, títulos e subtítulos, para textos em prosa; colocação em estrofes e versos, para textos em versos;
– estabelecimento das relações necessárias entre o texto e outros textos e recursos de natureza suplementar que o acompanham (gráficos, tabelas, desenhos, fotos, boxes) no processo de compreensão e interpretação do texto;
– levantamento e análise de indicadores lingüísticos e extralinguísticos presentes no texto para identificar as várias vozes do discurso e o ponto de vista que determina o tratamento dado ao conteúdo, com a finalidade de:
* confrontá-lo com o de outros textos;
* confrontá-lo com outras opiniões;
* posicionar-se criticamente diante dele; (…)
(BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais : terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua portuguesa/ Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998, p.55.)
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