Texto I

1. Erradicação da Pobreza
Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares.
Meta 1.1
Nações Unidas
Até 2030, erradicar a pobreza extrema para todas as pessoas em todos os lugares, atualmente medida como pessoas vivendo com menos de US$1,25 por dia.
Brasil
Até 2030, erradicar a pobreza extrema para todas as pessoas em todos os lugares, medida como pessoas vivendo com menos de PPC$3,20 per capita por dia.
(Disponível em: https://www.ipea.gov.br.)
Texto II
O desafio de superar a pobreza
Toda pessoa com o mínimo de sensibilidade humanitária e de amor ao próximo gostaria de viver numa sociedade em que todos os seus habitantes tivessem um padrão de vida digno, sem miséria e sem pobreza, isto é, onde todos sem exceção tivessem atendidas suas necessidades de alimento, moradia, saúde, educação, cultura e lazer. A desigualdade, nesse caso, ainda existiria; entretanto, ainda que alguns tivessem elevado padrão de vida, ninguém estaria em miséria, sem habitação digna, com saúde precária, analfabetismo e nenhum acesso a bens culturais e de lazer. O problema não está na existência de classes diferentes por nível de renda, mas sim na existência de miséria e pobreza.
Segundo parâmetros internacionais, inclusive do Banco Mundial, são considerados pobres os que vivem com até US$ 5,50 por dia, e como miseráveis os que vivem com US$ 1,90 por dia. Essas faixas são comparativas com a renda média mundial e os preços médios dos bens e serviços; porém, mesmo feitas com técnicas de cálculo, significam valores muito baixos, pois notoriamente continua miserável quem esteja em faixas superiores a US$ 1,90 por dia, como continua pobre quem esteja em algumas faixas superiores a US$ 5,50 por dia. Eliminar a miséria e a pobreza exigiria ir além desses parâmetros e fazer que todos os habitantes tivessem renda suficiente para que os fatores da pobreza e miséria deixassem de existir.
A respeito das possíveis soluções, vale retornar a um relatório feito pelo Fórum Econômico Mundial, em 2004, sobre a estagnação da África, classificada como a maior tragédia econômica do século XX. O relatório assinado pelos economistas Xavier Sala-i-Martin, da Universidade de Columbia, e Elsa V. Artadi, da Universidade Harvard, trouxe uma informação intrigante. Em 1970, a África abrigava 10% dos pobres do mundo; em 2000, essa taxa era de quase 50%. O crescimento econômico foi tão reduzido que a maioria dos países ao sul do Saara estava em condições piores que na época em que se tornaram independentes.
O relatório sobre a tragédia africana identificava as seguintes causas principais: conflitos militares; corrupção; desprezo pela lei; políticas fiscais indisciplinadas; infraestrutura precária; e, baixo investimento em capital físico. O documento terminava afirmando que “não deve haver dúvida de que o maior desastre econômico do século XX é a performance deprimente do crescimento no continente africano”. Analisando as causas citadas como responsáveis pela tragédia econômica e social africana, sem dispensar outros fatores contribuintes para o mesmo problema, a maioria delas também está presente no Brasil.
(Por Gazeta do Povo. Em: 07/05/2023.)
Texto III

Durante a pandemia, a renda dos 40% mais pobres, muitas vezes procedentes da economia informal em muitos países, caiu em média duas vezes mais do que os dos 20% mais ricos, aprofundando as desigualdades.
(Brazil Photos. Contributor. Getty Images.)
Produza uma dissertação, com base nos textos motivadores, tendo como tema:
“A incessante luta contra a pobreza e suas consequências no Brasil e no mundo”.
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