Texto I
Febraban (Federação Brasileira de Bancos) informou que desde o início da pandemia, os bancos já haviam liberado aproximadamente R$ 900 bilhões para os brasileiros, somando-se renovações, empréstimos, repactuações ou planos diferenciados com o intuito de superar a crise trazida pelo coronavírus.
O impacto econômico causado pela pandemia atingiu desde firmas de pequeno porte até empresas globais; desde um rico empresário até um simples agricultor. A verdade é que o sistema financeiro virou de ponta cabeça, todos os setores da economia foram afetados e tiveram que se reinventar para evitar ver seu lucro decair exponencialmente, ou ainda, ver faltar o pão de cada dia em suas casas, por tais motivos muitos recorreram aos bancos durante essa crise econômica.
O aumento exponencial do número de empréstimos, tanto para pessoas físicas como jurídicas, também constitui um risco para os bancos. A concessão deste crédito emergencial sem nenhuma garantia abre o pressuposto de possível inadimplência, que para ser resolvido muitas vezes inclui o processo moroso e inexato de uma ação judicial que por muitas vezes acaba por encontrar apenas um crédito podre ou uma empresa em processo de falência que são incapazes de adimplir com os valores pactuados.
(Disponível em: https://monitormercantil.com.br/pos-pandemia-o-impacto-economico-no-setor-bancario/)
Texto II
Pesquisa inédita realizada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos (Dieese) aponta que o home office, conhecido também como trabalho remoto ou teletrabalho, tem aumentado as despesas dos empregados e reduzido os gastos administrativos dos bancos. Segundo o estudo, os bancos estão transferindo parte das suas despesas para os trabalhadores, causando compressão indireta de rendimentos.
A pesquisa do Dieese, que ouviu 8.560 bancários e bancárias em todo o país, tem o objetivo de conhecer as condições de trabalho da categoria bancária em home office: avaliar o fornecimento de equipamentos pelos bancos, a realização e cumprimento da jornada de trabalho, avaliar o impacto na saúde do trabalhador, na conciliação das tarefas de trabalho com tarefas domésticas e na relação com os demais membros do domicílio, e também identificar as prioridades para a negociação.
Os respondentes, em sua maioria, pertenciam aos cinco maiores bancos (Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa) e estavam ou já estiveram em home office em 2020, na ocasião do levantamento. Além de constatar que o home office teve impacto no bolso do trabalhador, a pesquisa também captou as tendências de extensão e intensificação das jornadas de trabalho e redução e flexibilização do pagamento das horas extraordinárias. Saúde foi outro problema que impactou os trabalhadores em home office. O Dieese estima que desde o início da pandemia, em março do ano passado, 230 mil bancários tenham aderido ao home office. Esse número representa cerca de 50% da categoria em todo o país.
(Disponível em: https://www.bancarios-es.org.br/pesquisa-aponta-que-home-office-aumenta-as-despesas-dos-bancarios-e-reduz-as-dos-bancos/)
O sistema financeiro brasileiro, assim como diversos outros setores, foi afetado pela pandemia da Covid-19. As medidas restritivas e as políticas de isolamento social geraram uma série de alterações nas relações entre servidor, como é o caso do “home office” ou teletrabalho.
Diante esse cenário, tendo como base os textos motivadores, elabore um texto dissertativo-argumentativo sobre:
OS IMPACTOS DA PANDEMIA DA COVID-19 NAS INSTITUIÇÕES BANCÁRIAS E OS DESAFIOS DO “HOME OFFICE”.
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