Leia os três textos a seguir e utilize a leitura para produzir sua redação. Não copie, porém, trechos dos textos citados, a não ser que seja necessário para o desenvolvimento dos seus próprios argumentos.
Texto 1
Crise financeira de 2008 ofuscou toda a gestão de Obama, diz economista
Presidente começou gestão com pacote de estímulo de US$ 787 bilhões.
“Mudança“ proposta por Obama na campanha virou “prevenir O colapso; diz.
A crise financeira que explodiu em 2008 nos EUA e assolou os mercados internacionais pautou todos os setores da administração de Barack Obama, de acordo com David Bach, professor de política e negócios globais da Universidade de Yale com foco na regulação de mercados financeiros. ”A crise financeira foi para Obama assim como o 11 de Setembro e a questão do terrorismo foram para a gestão de Bush: ofuscou completamente a administração”, compara.
Filho de um queniano e de uma americana, Obama foi senador pelo estado de Illinois e fez uma campanha presidencial pautada no discurso da mudança em 2007. Sob o slogan “Yes, We Can” (“Sim, Nós Podemos”), o então candidato opôs-se à guerra do Iraque, prometeu o fechamento da polêmica prisão de Guantánamo, em Cuba, sinalizou uma mudança no trato com os imigrantes ilegais e propôs uma reforma no sistema de saúde americano. Leia seu perfil.
Obama foi eleito em 2008 e tomou posse no ano seguinte, ganhando do republicano John McCain por 52,9% a 45,7% e tornando-se o primeiro presidente negro do país.
Crise estoura em 2008
O alerta para a crise começou em 2008, após anos de juros baixos e empréstimos agressivos, inclusive a clientes com histórico de inadimplência, os chamados subprime. Estes pararam de honrar as dívidas e os bancos também não conseguiram pagar as suas, gerando um efeito dominó – a quebra do Lehman Brothers no dia 15 de setembro de 2008 foi emblemática.
Investidores de todo o mundo passaram a tirar as aplicações de ações de empresas, de bancos e de títulos de governos, incluindo os do Brasil. Isso porque houve uma incerteza sobre a veracidade de balanços de alguns bancos e empresas e, além disso, os aplicadores precisaram resgatar investimentos para cobrir prejuízos com a crise.
(g1.globo.com)
Texto 2
Em meio à crise, governo Obama tem avanços sociais e apatia econômica
Presidente democrata assumiu o país em 2009, em meio o crise econômica.
Morte de Osama bin Laden e reforma da saúde foram destaques da gestão.
Barack Obama, primeiro presidente negro dos Estados Unidos, assumiu o comando do país mais rico do mundo no dia 20 de janeiro de 2009 com a promessa de avanços em diferentes setores, criando grande expectativa entre eleitores ávidos por mudanças. Quase quatro anos após o histórico dia da posse, Obama tenta a reeleição nas urnas tendo cumprido parte dos compromissos, mas sem ter tirado do papel muitos dos seus projetos. Confira abaixo um balanço do atual governo americano:
A crise financeira que freava a economia e preocupava milhões de cidadãos quando Obama assumiu o governo até hoje não foi solucionada. Nos oito anos anteriores ao mandato democrata, os Estados Unidos haviam perdido mais empregos do que nas últimas três décadas. Com Obama, os problemas apenas não se agravaram.
“Obama assumiu com um dos piores legados da história. Eu diria que o governo lidou muito bem com essa situação. Foi a pior crise econômica em várias décadas”, diz Oliver Stuenkel, professor do núcleo de estudos sobre Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo.
Para Samy Dana, da Escola de Economia da FGV, após a chegada de Obama a crise não teve piora, mas “não se pode falar que foi um governo excelente”. Ele acha que o democrata agiu de maneira bastante intervencionista. “O tempo todo ele ficou tentando tapar buraco, injetando dinheiro na economia. Ele tentou retornar a confiança do empresário americano, foi assertivo, mas não acho que o meio foi interessante. Ele injetou mais do que precisava, o dinheiro começou a ficar ineficiente.”
Entretanto, apesar dos esforços, as próprias eleições tornam mais difícil uma melhoria. “A economia engatinha, dá os primeiros passos fora da crise, mas, por conta das eleições, o mercado não está otimista para investimentos futuros. A crise abalou o sonho americano, de que tudo dá certo, que quase tudo e intangível”, afirma.
O crescimento da China no cenário mundial também teve impacto na economia americana. “A China cresceu como um parceiro econômico viável para outros países, principalmente em relação às commodities. Há muitos países onde, antes, os Estados Unidos eram o principal parceiro econômico, e a China pegou o lugar americano”, diz Erick Langer, da Universidade de Georgetown.
(g1.globo.com)
Texto 3
Barack Obama dribla crise e é reeleito presidente dos EUA
Mais quatro anos. Após meses de uma apertada corrida eleitoral, Barack Obama, 51, driblou O fantasma da crise econômica e conseguiu se reeleger, segundo as projeções de rede de TV americana CNN e outras emissoras americanas.
Em uma contagem que antecedeu o resultado oficial, Obama havia obtido 274 dos 538 votos do Colégio Eleitoral. São necessários 270 votos no Colégio Eleitoral para ser eleito presidente.
A disputa foi mais apertada do que em 2008. Pouco antes do encerramento, Obama tinha desvantagem no total de votos populares pelo país, e o republicano Mitt Romney contabilizava 201 votos no Colégio Eleitoral — mais do que os 173 votos obtidos há quatro anos pelo republicano John McCain, adversário anterior de Obama.
No voto popular, os dois aparecem empatados, com 49%.
Com a vitória, Obama, que é o primeiro presidente negro dos EUA, repete o feito de seus dois antecessores diretos, George W. Bush (2001-2009) e Bill Clinton (1993-2001), e se torna o 20ª presidente americano (de 44) e o sétimo democrata a conseguir a reeleição.
A vitória de Obama em 2012 também tem um valor simbólico: no mesmo dia, há 152 anos, era eleito nos EUA Abraham Lincoln (1861- 1865), um de seus ídolos.
HERANÇA
De seu primeiro mandato, Obama carrega uma série de promessas de campanha não cumpridas, como o fechamento da prisão de Guantánamo, em Cuba, e a regularização de imigrantes sem documentos. Também não conseguiu acabar com isenções fiscais para famílias com renda superior a US$ 250 mil por ano e nem estabelecer um cronograma para a redução de emissão de gases do efeito estufa.
No entanto, os principais desafios que Obama herda de seu próprio mandato são a recessão e o déficit –que ultrapassou mais de US$ 1 trilhão em todos os anos de seu governo–, e o desemprego, hoje em 7,8%. Desde Franklin Roosevelt (1933-1945), nenhum presidente
foi reeleito com um índice de desemprego maior que 8%.
A gestão de Obama na economia foi um dos pontos mais usados por Romney durante toda a campanha para atacar o democrata.
Empresário bem-sucedido nos negócios, O ex-governador de Massachusetts era considerado, segundo pesquisas, melhor que Obama
para gerir a economia do país. Sua fortuna, porém, foi usada para afastá-Io do eleitor de classe média pela campanha democrata, que
também levantou dúvidas sobre a contribuição fiscal do adversário republicano.
(www.folha.uol.com.br)
Com base no que foi lido, elabore um texto dissertativo em prosa sobre o seguinte tema:
O ponto em que se encontra a crise americana permite afirmar que os Estados Unidos deixaram de ser a grande potência do mundo? Quem substituiria a força do Tio Sam no panorama mundial?
Seu texto deve relacionar o que foi apresentado nesta coletânea e ampliar as questões aqui levantadas, por meio de seus conhecimentos sobre o assunto.