Política externa brasileira, diplomacia e grande estratégia
Leia, com atenção, os textos a seguir.
“A máxima segundo a qual o perturbador da paz está sempre errado é a que deve guiar as Nações Unidas. Quem quer que procure interromper a paz, semear discórdia entre nações, ou promover uma guerra de nervos, será doravante subjugado pela inabalável determinação de todos os que têm sofrido as amarguras da guerra e que resolveram nunca mais admitir que semelhante catástrofe ocorra.”
(Embaixador Luiz Martins de Souza Dantas, I Sessão Ordinária da Assembleia Geral da ONU – Parte I. Londres, 10 de janeiro de 1946. In: FUNAG. A Palavra do Brasil nas Nações Unidas, 1946-1995. Brasília: FUNAG, 1995, p. 27).
“Se considerado à luz do princípio da igualdade de todos os Estados perante a lei, o Artigo 27 (da Carta da ONU) foi um preço muito alto pago por pequenos e médios países pela obtenção da Carta (...) O Brasil, embora seja em tese contrário ao veto, aceitou-o dentro de espírito construtivo, em nome da obtenção de resultados práticos. Pensamos que, enquanto todos os Estados são iguais perante a lei em termos teóricos, suas responsabilidades concernentes à preservação da paz são diretamente proporcionais aos seus meios de ação e, por conseguinte, variam muito. Por esta razão, decidimos que era necessário confiar nas grandes potências.”
(Embaixador Pedro Leão Velloso, I Sessão Ordinária da Assembleia Geral da ONU – Parte II, – com adaptações. Idem, p. 31).
Considerando o contexto recente das relações exteriores no Brasil, analise sucintamente a atualidade, ou não, dos argumentos contidos nos trechos dos discursos apresentados. Discuta brevemente, com ilustrações, um ou mais dos seguintes elementos: “o perturbador da paz está sempre errado”; “preço muito alto pago por pequenos e médios países”; “o Brasil foi contrário ao veto, mas aceitou-o dentro de espírito construtivo para obtenção de resultados práticos”; “é necessário confiar nas grandes potências”.
Extensão de texto: de 65 a 70 linhas.
[valor: 60,00 pontos]
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