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Ano
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Q486826 | Engenharia Elétrica e Eletrônica
Banca: FGVVer cursos
Ano: 2016
Órgao: TCE-PR - Tribunal de Contas do Estado do Paraná
Cargo: Auditor
Padrão de resposta Resolução em texto Adaptada Peça Técnica/Prática60 linhas

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Na fiscalização da construção de um edifício, um servidor da administração pública, engenheiro eletricista que exerce a função de fiscal de instalações elétricas de determinada prefeitura, com a respectiva ART, realizou, em uma medição, o pagamento de disjuntores a serem utilizados na obra, mas que ainda não haviam sido instalados. Segundo informou o fiscal em seu relatório de medição, os dispositivos, que, conforme fotografias presentes no documento, já estavam no canteiro, seriam instalados no dia seguinte. O fiscal não realizou qualquer anotação a esse respeito no diário de obra — documento que ele não utilizava regularmente para registrar pendências, pois considerava suficientes as informações de seu relatório de medição.

Na semana seguinte, a empresa contratada para a obra decretou falência e saiu do canteiro, levando consigo os disjuntores, que não foram instalados. Ao ser interpelado pelo ordenador de despesa, o fiscal informou que, devido às demandas internas, só visitava a obra uma vez por mês e, portanto, havia acreditado na declaração da empresa sobre a instalação, visto que, até aquele momento, a empresa não havia cometido falhas na execução da obra e que, se fosse o caso, ele corrigiria o erro na medição seguinte. A obra ficou paralisada por seis meses até ser licitada novamente, constando na nova planilha o quantitativo de disjuntores pagos e não instalados na contratação anterior.

Concluída a construção, com a inauguração e o funcionamento do prédio, os disjuntores que alimentavam os aparelhos de ar-condicionado instalados nos pontos mais distantes dos quadros de distribuição ou aqueles cujos condutores estavam em eletrodutos mais ocupados desarmavam-se quando os equipamentos eram ligados. Foi constatado que, embora o projeto contivesse especificação para curva C, foram utilizados disjuntores de curva B de 16 A com condutores de 2,5 mm² — algo não notado pelo fiscal. Os disjuntores de curva B e C possuem o mesmo preço.

A contratada trocou os disjuntores para os de curva C de 16 A e, ainda assim, eles continuaram a desarmar-se. Foram então substituídos, conforme orientação do fiscal, para os de curva C de 20 A. Os equipamentos cujos condutores estavam em eletrodutos mais ocupados não mais se desarmavam. Contudo, como o problema ainda era verificado nos equipamentos mais distantes dos quadros, seus disjuntores foram substituídos por curva C de 25 A, o que solucionou o problema.

O processo com todas essas informações foi encaminhado ao analista de controle da área de engenharia elétrica da administração pública, para que este apresentasse um parecer técnico a respeito do ocorrido.

Redija, na condição de analista de controle da área de engenharia elétrica da administração pública, um parecer a respeito da situação hipotética apresentada. Em seu texto,

1. explique a função do diário de obras e explicite se a produção de relatório de medição substitui seu uso;

2. discorra sobre as diferenças entre os disjuntores de curva B e curva C, informando se a troca do tipo de curva poderia causar o problema de desarme ao ligarem-se os equipamentos de ar-condicionado;

3. identifique as possíveis causas do desarme dos disjuntores de proteção dos equipamentos de ar-condicionado em ambas as situações apresentadas;

4. utilizando as informações fornecidas no processo bem como as especificações apresentadas na tabela abaixo, justifique tecnicamente as soluções adotadas pelo fiscal para os problemas relatados em relação ao desarme dos disjuntores. Caso considere incorretas tais soluções, apresente uma proposta de solução mais adequada.

seção nominal do
condutor (em mm²)

capacidade de condução
de corrente (em amperes)

2,5

20

4,0

26

Esta questão foi adaptada para 60 linhas. Banca original: Cebraspe (Cespe)
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1) Apenas um exemplo. O conteúdo real é bem diferente. O tipo de auditoria mais apropriado para o caso é a auditoria de regularidade ou de conformidade. No que tange ao objeto auditado, pode-se extrair dois tipos principais de auditoria: a auditoria de regularidade (ou conformidade) e a auditoria operacional (ou de desempenho). Segundo a Organização Internacional de Entidades Fiscalizadoras Superiores – INTOSAI, a Auditoria de regularidade (regularity audit) compreende Auditoria financeira, Auditoria de controles internos e Auditoria da legalidade de atos administrativos. Já a auditoria operacional, por sua vez, tem um foco mais voltado para a gestão. Segundo o Manual de Auditoria Operacional do TC, a auditoria operacional é o processo de coleta e análise sistemáticas de informações sobre características, processos e resultados de um programa, atividade ou organização, com base em critérios fundamentados, com o objetivo de aferir o desempenho da gestão governamental. Tópico 2: Três procedimentos de auditoria que deverão ser adotados. Justifique-os. Há uma série de procedimentos de que podem ser adotados no processo de fiscalização e auditoria, que podem ser citadas na resposta. 1) Avaliação do Sistema de Controle Interno: avaliação dos controles que auxiliam a entidade a cumprir as leis, as normas e os regulamentos; 2) Circularização (Confirmação Externa): confirmação, junto a terceiros, de fatos alegados pela entidade; 3) Exame e comparação de livros e registos: o confronto, o contejamento e a comparação de registros e documentos, para a comprovação da validade e autenticidade do universo, população ou amostra examinada; 4) Exame e comprovação documental: consistem em apurar, demonstrar, corroborar e concorrer para provar, acima de qualquer dúvida cabível, a validade e autenticidade de uma situação, documento ou atributo ou responsabilidade do universo auditado, através de provas obtidas em documentos integrantes dos processos administrativo, orçamentário, financeiro, contábil, operacional, patrimonial, ou gerencial do ente público no curso normal da sua atividade e dos quais o profissional de auditoria governamental se vale para evidenciar suas constatações, conclusões e recomendações.

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O tipo de auditoria mais apropriado para o caso é a auditoria de regularidade ou de conformidade. No que tange ao objeto auditado, pode-se extrair dois tipos principais de auditoria: a auditoria de regularidade (ou conformidade) e a auditoria operacional (ou de desempenho). Segundo a Organização Internacional de Entidades Fiscalizadoras Superiores – INTOSAI, a Auditoria de regularidade (regularity audit) compreende Auditoria financeira, Auditoria de controles internos e Auditoria da legalidade de atos administrativos. Já a auditoria operacional, por sua vez, tem um foco mais voltado para a gestão. Segundo o Manual de Auditoria Operacional do TC, a auditoria operacional é o processo de coleta e análise sistemáticas de informações sobre características, processos e resultados de um programa, atividade ou organização, com base em critérios fundamentados, com o objetivo de aferir o desempenho da gestão governamental. Há uma série de procedimentos de que podem ser adotados no processo de fiscalização e auditoria, que podem ser citadas na resposta. Avaliação do Sistema de Controle Interno: avaliação dos controles que auxiliam a entidade a cumprir as leis, as normas e os regulamentos; Circularização (Confirmação Externa): confirmação, junto a terceiros, de fatos alegados pela entidade; Exame e comparação de livros e registos: o confronto, o contejamento e a comparação de registros e documentos, para a comprovação da validade e autenticidade do universo, população ou amostra examinada; Exame e comprovação documental: consistem em apurar, demonstrar, corroborar e concorrer para provar, acima de qualquer dúvida cabível, a validade e autenticidade de uma situação, documento ou atributo ou responsabilidade do universo auditado, através de provas obtidas em documentos integrantes dos processos administrativo, orçamentário, financeiro, contábil, operacional, patrimonial, ou gerencial do ente público no curso normal da sua atividade e dos quais o profissional de auditoria governamental se vale para evidenciar suas constatações, conclusões e recomendações. Processos administrativo, orçamentário, financeiro, contábil, operacional, patrimonial, ou gerencial do ente público no curso normal da sua atividade e dos quais o profissional de auditoria governamental se vale para evidenciar suas constatações, conclusões e recomendações.

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