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Os brasileiros acreditam que vão viver até os 80 anos, um resultado acima da média global de 78 anos e acima da expectativa de vida de 76,4 anos, mensurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso coloca o Brasil entre os países cuja população estima para si uma das expectativas de vida mais elevadas do mundo.
Os dados são de uma pesquisa, conduzida em 32 países ao redor do mundo. Ela também indica que, aos 65 anos, as pessoas podem ser consideradas “da terceira idade” na visão dos entrevistados do Brasil. Isso revela que o brasileiro espera viver 15 anos na velhice, um dos períodos mais longos encontrados pelo estudo – atrás apenas dos 16 anos registrados na África do Sul e 17 anos na Colômbia, Filipinas e Indonésia.
A maioria dos entrevistados no Brasil (57%) também diz estar ansiosa para chegar à terceira idade, contra 38% que disseram não aguardar com entusiasmo essa perspectiva.
(Gabriela Maraccini. Brasileiros acreditam que vão viver até os 80 anos, mostra pesquisa. www.cnnbrasil.com.br, 04.08.2025. Adaptado)
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Graças aos avanços da ciência e aos recursos da Medicina, viver décadas a mais com qualidade será possível, mas o mundo está preparado para os centenários? A grande virada no perfil da população brasileira deve acontecer em 2030, quando o País terá mais pessoas a partir de 60 anos do que crianças e adolescentes de 14 anos. O Brasil precisa criar condições para que essa população seja respeitada e participe ativamente da sociedade. Um passo importante é combater os mitos que cercam o processo de envelhecimento. “Os idosos não vivem mal. É preciso desmistificar isso”, garante a professora Yeda Duarte, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).
“Não é verdade que quem envelhece fica doente. O idoso pode ter doenças, mas, se elas forem controladas, ele tem uma vida absolutamente normal”, complementa. Como coordenadora do estudo Saúde, Bem-estar e Envelhecimento (Sabe), uma pesquisa que acompanha mais de mil idosos na capital paulista desde 2000, Yeda conhece bem os desafios dessa faixa etária. A amostra foi ajustada de forma a representar a realidade dos mais de 1,8 milhão de idosos que vivem em São Paulo.
“Pouco menos de 25% da população idosa de São Paulo e do Brasil tem alguma limitação funcional”, afirma Yeda. De acordo com ela, a grande maioria é autônoma, independente e contribui para muita coisa em casa, em vez de ser dependente de cuidados. “Na pandemia, muitas famílias puderam sobreviver graças aos idosos. Os filhos perderam o emprego e foram mantidos pelas aposentadorias e pensões deles”, explica.
(Cristiane Segatto. Envelhecer com saúde: hora de desenhar o novo mapa da vida. www.estadao.com.br, 05.01.2022. Adaptado)
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No Japão, cresce o número de crimes cometidos por idosos – não por maldade, mas por sobrevivência. Com 20% da população acima dos 65 anos vivendo na pobreza, muitos veem na prisão o único lugar onde ainda recebem comida, abrigo e atenção. O abandono familiar e a solidão agravam o quadro: ao sair, não têm para onde ir. Algumas detentas idosas preferem continuar presas a enfrentar a indiferença do lado de fora. A criminalidade entre os mais velhos escancara uma ferida profunda: estamos vivendo mais, mas cuidando cada vez menos.
Uma pesquisa conduzida pela professora Etsuko Yuhara, especialista em bem-estar social da Universidade Nihon Fukushi, aponta que, em média, a cada oito dias, um idoso é morto por um parente cuidador exausto.
O que o Japão pode fazer para reagir ao envelhecimento da sua população? Seria parte de um fenômeno mundial? E o que outros países podem aprender com essa crise – inclusive o Brasil?
O Brasil ainda não chegou a esse ponto, mas caminha rapidamente na mesma direção. Somos hoje 33 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, e até 2050 esse número deve dobrar. A pirâmide etária está se invertendo diante dos nossos olhos – mas o modelo de cuidado continua baseado em uma estrutura familiar fragilizada, com aposentadorias insuficientes, apoio público escasso e mulheres sobrecarregadas com a responsabilidade do cuidado. Ignorar essa transição demográfica é repetir os erros que hoje colapsam o Japão. O futuro está logo ali, batendo à porta – e a pergunta urgente não é se vamos envelhecer, mas como vamos cuidar de quem envelhece.
(Francisco Iglesias. No Japão, idosos matam, morrem ou vão para a prisão por abandono. www.em.com.br, 03.07.2025. Adaptado)
Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
O envelhecimento da população: entre a capacidade produtiva dos idosos e os desafios de cuidar deles
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