Texto I
Lei nº 10098/2000, Art. 2º: I – Acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para a utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e instalações abertos ao público, de uso público ou privados de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida; II – Barreiras: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça a participação social da pessoa, bem como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à acessibilidade, à liberdade de movimento e de expressão, à comunicação, ao acesso à informação, à compreensão, à circulação com segurança, entre outros, classificadas em: barreiras urbanísticas – as existentes nas vias e nos espaços públicos e privados abertos ao público ou de uso coletivo –; barreiras arquitetônicas – as existentes nos edifícios públicos e privados –; barreiras nos transportes – as existentes nos sistemas e meios de transportes.
Texto II
NBR 9050:2020, Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos: 6.3.4.1 Desníveis de qualquer natureza devem ser evitados em rotas acessíveis. Eventuais desníveis no piso de até 5 mm dispensam tratamento especial. Desníveis superiores a 5 mm até 20 mm devem possuir inclinação máxima de 1:2 (50 %), Desníveis superiores a 20 mm, quando inevitáveis, devem ser considerados como degraus, conforme 6.7.
Tabela 4 – Dimensionamento de rampas

6.7 Degraus e escadas fixas em rotas acessíveis. Quando houver degraus ou escadas em rotas acessíveis, estes devem estar associados a rampas ou equipamentos eletromecânicos de transporte vertical. Deve-se dar preferência à rampa.
Texto III
NBR 6120:2019, Ações para o cálculo de estruturas de edificações: 3.8. Ações permanentes: ações que atuam com valores constantes, ou com pequena variação em torno de sua média, durante a vida da edificação ou que aumentam com o tempo, tendendo a um valor-limite constante. 3.9. Ações variáveis: ações cujos valores, estabelecidos por consenso, apresentam variações significativas em torno de sua média durante a vida da edificação.
Durante o desenvolvimento do projeto executivo de um museu público, identificou-se a necessidade de criar um desnível de 50 cm em uma laje maciça do segundo pavimento, para possibilitar o embutimento de tubulações e sistemas prediais (hidrossanitários, elétricos, de climatização e de dados) em um vão técnico. Assim, o piso acabado dessa área ficará 50 cm mais baixo do que o piso adjacente, conforme ilustrado esquematicamente na seção transversal apresentada a seguir. Além disso, a área em questão será utilizada como espaço de exposição, com divisórias móveis, cuja posição ainda não foi definida no projeto arquitetônico.

Tendo em vista que se trata de uma edificação de uso público, cuja concepção exige integração entre diversas disciplinas da Engenharia e da Arquitetura,
▪ explique a importância da compatibilização interdisciplinar entre o projeto estrutural, as instalações prediais e os requisitos de acessibilidade, conforme os princípios e as normas aplicáveis no Brasil;
▪ indique, de forma qualitativa, duas cargas, oriundas de ações permanentes e/ou variáveis, que devem ser consideradas no dimensionamento da laje, destacando o modo como diferentes especialidades da engenharia podem contribuir para identificá-las;
▪ proponha duas soluções possíveis para garantir a acessibilidade entre os ambientes com desnível, considerando aspectos como inclinação máxima, necessidade de corrimão e espaço para manobra de pessoas com mobilidade reduzida;
▪ descreva como deve ocorrer a coordenação entre as diferentes equipes de projeto (estrutural, elétrica, mecânica, hidráulica e arquitetura) para evitar incompatibilidades antes da execução da obra, apresentando, ao menos, duas verificações que devem constar em uma revisão interdisciplinar antes da concretagem da laje e da instalação dos sistemas.
Responda aos itens referidos, elaborando um texto dissertativo-argumentativo.
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Coloquei na IA para correção e acredito que confundiu a questão, pois o comentário não foi nada relacionado: “Tópico 1: Nota: 0% — A redação não identifica nem analisa características da fase de frenesi segundo Carlota Pérez, tampouco conecta teoria a exemplos do contexto da inteligência artificial (ausência de menção a descolamento entre capital financeiro e economia produtiva, concentração de riqueza, bolhas/especulação, ou vocabulário técnico correlato).
Tópico 2: Nota: 0% — Não há indicação nem caracterização de impacto da IA no mundo do trabalho; não se aborda automação de tarefas cognitivas, polarização ocupacional, exclusão digital ou necessidade de requalificação.
Tópico 3: Nota: 0% — Não é proposta política pública ou medida regulatória sobre IA (governança, transparência algorítmica, responsabilização, proteção de dados, mitigação de vieses, ou políticas de requalificação/proteção social).”
Obrigado pelo feedback. Havia um erro no cadastramento do padrão de resposta. Fizemos a correção. Pedimos que reencaminhe para correção da IA.