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Q444384 | Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: IDCAPVer cursos
Ano: 2024
Órgao: Pref Serra - Prefeitura Municipal de Serra
Cargo: Professor

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TEXTO 1

Como construir um Brasil mais leitor?

Pensar o progresso da leitura no Brasil demanda compreender os perfis dos leitores brasileiros, suas formas de aproximação e distanciamento da literatura e as comunidades que são criadas em torno dos livros.

Um meio de entendermos melhor esse cenário são as pesquisas lançadas a partir da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, que desde 2001 mapeia o leitorado nacional. Os dados da pesquisa e autoridades na área indicam meios de ponderar sobre as políticas públicas de leitura, o comércio de livros, a condição de formação dos leitores e as comunidades que são construídas em torno das obras do pensamento e da cultura.

Zoara Failla, coordenadora da Retratos da Leitura no Brasil, responde à pergunta argumentando que: “Você tem que olhar para a escola. A Retratos diz: o principal influenciador é a mãe. Qual mãe? É a mãe leitora, é a mãe que tem nível superior, é a mãe que tem livro em casa. E aqueles que não têm a sorte de nascer numa família leitora? A escola tem um papel fundamental para mais de 70% das crianças brasileiras que não têm a oportunidade de estar dentro de uma família ou de uma casa leitora. Olhando para a escola, onde é que você tem que investir? Que política tem que contemplar uma escola que forma leitores? Primeiramente, [tem de contemplar] o professor, que também não é leitor. A Retratos avaliou o perfil leitor do professor e ele é muito parecido com o perfil leitor do brasileiro. Ele lê poucos livros, lê livros de autoajuda. Precisamos ter políticas de formação de professores, garantir que esse professor seja leitor; garantir uma biblioteca com acervo e com profissional habilitado, que desenvolva atividades integradas e orientadas pelo currículo escolar. [A Retratos mostra que] 61% das escolas brasileiras não têm uma biblioteca e que 48% dos alunos na faixa de 10 a 14 anos dependem dos livros da biblioteca escolar. Como é que formamos leitores? Com um professor leitor, com livros, com possibilidade de acesso a livros dentro da escola, com bibliotecas funcionando adequadamente. Esses pilares são fundamentais para garantir que você consiga, de fato, melhorar esses indicadores de leitores”.

Rosi Rosendo, do Ibope Inteligência, responde à questão argumentando: “A condição de leitor está muito associada ao background dos indivíduos. De que família vieram, o tipo de escolaridade formal que tiveram, se foram de fato incentivados ou se tinham de ler por exigências da escola. Como foi o processo de formação desse leitor? O que desencadeia isso de agora metade da população não ser leitora? A Retratos traz um conjunto de informações que é bem aprofundado em relação aos gaps que temos como resultado do contexto geral de escolaridade da população brasileira. Vemos ali, de fato, o que resulta de uma educação que não enfoca a ação do cidadão – que vai ser muito mais instrumental, muito mais quantitativa, no sentido de colocar muita gente dentro da escola e não necessariamente garantir uma boa qualidade do ensino. E isso se reflete não só nos resultados da Retratos, mas também no Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf)”.

Retirado e adaptado de: RIBEIRO, Duanne. Como construir um Brasil mais leitor? Itaú Cultural. Disponível em:
https://www.itaucultural.org.br/secoes/opiniao/como-construir-um-brasil-mais-leitor
Acesso em: 24 jun., 2024.

TEXTO 2

A importância de um professor leitor

Boa parte das pessoas teve a experiência de começar a ler no ambiente escolar, uma vez que as casas brasileiras, em sua grande maioria, não são ambientes propícios. Sendo assim, se torna comum pais que não leem, crianças sem acesso à leitura – também por razões socioeconômicas. Estevão Azevedo, mestre pela USP e escritor, assegura que mais desafiador que uma criança que vem de uma família assim, é um professor que não lê. Ele conta que a escritora Ana Maria Machado diz que é muito difícil ensinar a se apaixonar pela leitura se o professor também não é. “Se falamos com paixão de uma obra que a gente gosta, há muito mais chances de
alguém ter interesse”, acredita Estevão.

A formação de professores leitores é fundamental para que as crianças se interessem, pois são eles os mediadores desse processo. Estevão explica que os docentes de todas as disciplinas devem praticar a leitura, não apenas o de português ou de redação. “O de geografia pode falar para seus alunos de uma obra que o agradou e que trate de um tema de sua área. Há também os que envolvem a matemática”, exemplifica Estevão, autor do volume de contos O som de nada acontecendo (ed. Record).

Muita gente entende que dentro do universo escolar, a literatura é um instrumento para aprender algo específico. Quando a escola decide adotar uma obra para ensinar geografia ou história, certifica essa ideia, de que o mais importante é o conteúdo que ela transmite sobre algum saber do mundo. Só que isso vai na contramão da boa literatura e do que preconiza a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), sobre formar pela fruição literária.

Estevão explica que para desenvolver as crianças desde cedo, a literatura tem importância por si só, e não somente pelos conteúdos que transmite. É essencial que aprendam a enxergar o universo que ela traz: as palavras que são escolhidas, o modo como são agrupadas, o trato com a língua. Há narrativa que fala da água, da história do Brasil, de questões socioemocionais, mas para ser útil, não deve tratar de uma única coisa e de um jeito só. Ela não pode dar apenas uma resposta. “Se uma obra responde a uma pergunta apenas, isso normalmente é má literatura”, complementa Estevão.

A literatura sempre ensina e é por isso que ela não se presta tão bem à função de abordar um único conteúdo. Estevão destaca o poder de lidar com sentimentos, com a alteridade, quando, através de uma história, pode-se viver profundamente a vida de outra pessoa, a ponto de vivenciarmos as emoções de um personagem, porém num ambiente seguro, protegidos pela ficção.

Retirado e adaptado de: CARDIAL, Karen. A importância de um professor leitor. Revista Educação. Disponível
em: https://revistaeducacao.com.br/2022/08/13/a-importancia-de-um-professor-leitor/
Acesso em: 24 jun., 2024.

TEXTO 3

Armandinho. Autor: Alexandre Beck. Disponível em: https://i2.wp.com/blog.crb6.org.br/wp
content/uploads/2013/07/Armandinho-2.jpg?w=1170 Acesso em: 24 jun., 2024.

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita, empregando a norma culta da língua portuguesa, sobre o tema “A escola na formação do leitor: caminhos e possibilidades”. Elabore seu texto pautando-o em argumentos, redija-o de forma coesa e coerente com o tipo textual solicitado.


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1) Apenas um exemplo. O conteúdo real é bem diferente. O tipo de auditoria mais apropriado para o caso é a auditoria de regularidade ou de conformidade. No que tange ao objeto auditado, pode-se extrair dois tipos principais de auditoria: a auditoria de regularidade (ou conformidade) e a auditoria operacional (ou de desempenho). Segundo a Organização Internacional de Entidades Fiscalizadoras Superiores – INTOSAI, a Auditoria de regularidade (regularity audit) compreende Auditoria financeira, Auditoria de controles internos e Auditoria da legalidade de atos administrativos. Já a auditoria operacional, por sua vez, tem um foco mais voltado para a gestão. Segundo o Manual de Auditoria Operacional do TC, a auditoria operacional é o processo de coleta e análise sistemáticas de informações sobre características, processos e resultados de um programa, atividade ou organização, com base em critérios fundamentados, com o objetivo de aferir o desempenho da gestão governamental. Tópico 2: Três procedimentos de auditoria que deverão ser adotados. Justifique-os. Há uma série de procedimentos de que podem ser adotados no processo de fiscalização e auditoria, que podem ser citadas na resposta. 1) Avaliação do Sistema de Controle Interno: avaliação dos controles que auxiliam a entidade a cumprir as leis, as normas e os regulamentos; 2) Circularização (Confirmação Externa): confirmação, junto a terceiros, de fatos alegados pela entidade; 3) Exame e comparação de livros e registos: o confronto, o contejamento e a comparação de registros e documentos, para a comprovação da validade e autenticidade do universo, população ou amostra examinada; 4) Exame e comprovação documental: consistem em apurar, demonstrar, corroborar e concorrer para provar, acima de qualquer dúvida cabível, a validade e autenticidade de uma situação, documento ou atributo ou responsabilidade do universo auditado, através de provas obtidas em documentos integrantes dos processos administrativo, orçamentário, financeiro, contábil, operacional, patrimonial, ou gerencial do ente público no curso normal da sua atividade e dos quais o profissional de auditoria governamental se vale para evidenciar suas constatações, conclusões e recomendações.

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