Parasitoides são insetos responsáveis pela morte de seus hospedeiros. Conhecidos como inimigos naturais, os parasitoides podem se desenvolver no hospedeiro e atacá-lo em todos os estágios deste (ovo, larva ou ninfa, pupa e adulto). Representantes desses inimigos naturais são, principalmente, da ordem Hymenoptera e poucos da Diptera (Tachinidae). Esses insetos são utilizados no controle biológico de diversas pragas, tanto em culturas agrícolas, como em florestais.
A busca pelo hospedeiro pode ser dividida em três fases: localização do hábitat, localização do hospedeiro e seleção do hospedeiro. O olfato é o meio mais comumente utilizado para encontrar o hábitat do hospedeiro. Em seguida, a fêmea do parasitoide voa ao encontro do hospedeiro que apresentar condições propícias ao seu desenvolvimento. Para isso, a maioria das espécies de parasitoides parece reagir a estímulos químicos provocados por substâncias volatilizadas pela planta atacada ou por substâncias produzidas pelo hospedeiro, denominadas semioquímicos.
No controle biológico da lagarta Diatraea saccharalis (Fabricius, 1794) (Lepidoptera: Crambidae), broca da cana-de-açúcar, é usado o parasitoide Cotesia flavipes (Hymenoptera: Braconidae), conhecido como vespinha. Esse parasitoide é originário da Ásia e as linhagens provenientes da Índia e do Paquistão são as que melhor se adaptaram ao Brasil. Em cada lagarta, podem ser desenvolvidas cerca de 50 vespinhas. Inicialmente, o controle biológico de Diatraea saccharalis por Cotesia flavipes em cana-de açúcar não foi bem-sucedido, uma vez que faltaram informações para subsidiar o processo de criação massal e os aspectos relacionados à liberação do parasitoide. Com o avanço das pesquisas, essas questões foram redefinidas.
A partir das informações apresentadas no texto precedente, redija um texto dissertativo acerca do controle biológico da praga de Diatraea saccharalis em cana-de-açúcar, abordando os seguintes aspectos:
1 evolução do programa de controle biológico dessa praga;
2 relação da intensidade da infestação e das condições bióticas com a liberação do parasitoide na cultura;
3 liberação dos parasitoides e acompanhamento do parasitismo.
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