Quanto mais analisamos as relações educador-educandos, na escola, em qualquer de seus níveis (ou fora dela), parece que mais nos podemos convencer de que estas relações apresentam um caráter especial e marcante – o de serem relações fundamentalmente narradoras, dissertadoras.
Narração de conteúdos que, por isto mesmo, tendem a petrificar-se ou a fazer-se algo quase morto, sejam valores ou dimensões concretas da realidade. Narração ou dissertação que implica um sujeito – o narrador – e objetos pacientes, ouvintes – os educandos. Há uma quase enfermidade da narração. A tônica da educação é preponderantemente esta – narrar, sempre narrar.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005, p. 65.
Paulo Freire figura como um dos mais proeminentes capítulos da história da filosofia da educação brasileira, cuja pedagogia tornou-se vigoroso referencial teórico para se pensar o processo de ensino-aprendizagem nos mais variados e desafiadores contextos. Suas reflexões caracterizam-se não apenas pela célebre dimensão propositiva, mas também pela faceta contundentemente crítica, questionando o que ele denominava como educação bancária.
a) Explique o conceito de educação bancária segundo o pensamento de Paulo Freire.
b) Apresente três (3) características da atuação do professor condicionado por esse paradigma de ensino.
c) Proponha uma atividade em sala de aula que não esteja arregimentada pelos pressupostos do paradigma da educação bancária, especificando seus objetivos.
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Adaptado de GONÇALVES, Antônio Sérgio. Reflexões sobre educação integral e escola de tempo integral. Cadernos Cenpec, nº 2, 2006, p. 130.
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