Texto 1
O tombamento significa um conjunto de ações realizadas pelo poder público com o objetivo de preservar, por meio da aplicação de legislação específica, bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e também de valor afetivo para a população, impedindo que sejam destruídos ou descaracterizados. Esse tipo de preservação pode ser aplicado a bens móveis e imóveis de interesse cultural ou ambiental, como fotografias, livros, mobiliários, utensílios, obras de arte, edifícios, ruas, praças, cidades. O tombamento somente é aplicado a bens materiais de interesse para a preservação da memória coletiva.
(Perguntas frequentes sobre tombamento. www.capital.sp.gov.br. Adaptado)
Texto 2
A tarefa de manter um imóvel tombado pelo patrimônio histórico é um desafio para aqueles que possuem ou adquirem o bem. Segundo a arquiteta Cris Moura, “os conceitos arquitetônicos não podem ser modificados quando se trata de casas tombadas. Por isso, quem compra um patrimônio como esse deve ter em mente que haverá gastos para mantê-lo como fora erguido. Entre os custos está a revisão da estrutura do imóvel para saber se está seguro, como a parte elétrica”. Para a arquiteta, o proprietário terá que combinar a sua satisfação em morar em um local histórico com o ônus, isto é, com as obrigações que ele produz.
Em tempos de crise, falar em custos é algo que incomoda as pessoas. É o caso da carioca Myrian Born, radicada em Petrópolis, onde adquiriu uma residência tombada. Embora o local seja funcional, como fora construído na década de 40, a residência tem custos elevados para ser mantida. A propriedade é quase um museu. A cozinha, por exemplo, tem um piso com ladrilhos ingleses e adornos na janela que remontam a uma época cujo estilo arquitetônico não se vê mais.
Myrian reconhece que as despesas para deixar o imóvel do jeito que ele era nos tempos de sua construção são altas.
(Apesar de elegante, manter um imóvel tombado é um desafio para proprietários. https://tribunadepetropolis.com.br, 25.02.2019. Adaptado)
Texto 3
A paixão por história e preservação cultural é elemento quase obrigatório para quem mora em um imóvel tombado. Para José Cazarin, sócio-fundador de uma imobiliária, o público que demanda esse tipo de imóvel costuma entender a importância da cultura para a cidade: “As pessoas valorizam viver em um prédio que é parte da história. Sabem que estão comprando mais do que um imóvel. O deleite estético supera as pequenas chatices de se viver em um prédio antigo”.
Yara Tucunduva e Valderi Ruviaro residem em uma casa quase centenária no bairro Bela Vista, em São Paulo. O casal se mudou para o imóvel em 2002 e, pouco tempo depois, veio o tombamento do bairro. Yara e Valderi fazem parte do grupo de aficionados pela preservação histórica. “No nosso entendimento, nossa batalha não é nem porque a gente quer morar aqui. O importante é que essa casa seja preservada. Ela é um patrimônio da cidade, mostra uma forma de viver do século passado”, afirmam.
O casal segue trabalhando na preservação do imóvel, recebendo visitas de arquitetos e estudantes com frequência, apresentando a casa para o maior número de pessoas. “Quem sabe um dia ela tenha um uso mais coletivo, como um espaço de cultura e conhecimento para a população. Esse é nosso objetivo”, diz Yara.
(Lorena Lara. Imóvel tombado é cheio de regras, mas oferece recompensas a donos. www.estadao.com.br, 23.02.2020. Adaptado)
Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
TOMBAMENTO DE IMÓVEIS PARTICULARES: ENTRE OS ÔNUS AOS PROPRIETÁRIOS E A NECESSIDADE DE PRESERVAÇÃO
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