“É frequente ouvirmos a tese de que o setor privado é mais eficiente do que o governo e de que, portanto, uma economia em que as firmas operem livremente funciona melhor do que uma economia com forte atuação governamental.”
Giambiagi, F., Além, A. C. (2011). Finanças Públicas: teoria e prática no Brasil. Rio de Janeiro: Elsevier. p. 4.
Considerando esse trecho, responda os itens a seguir:
(i) Explique sob quais circunstâncias o mercado gera alocação eficiente.
(ii) Explique em qual tipo de circunstância justifica-se a intervenção do governo na economia. Descreva dois tipos de falhas de mercado em que isso ocorre.
(iii) Como as funções do governo se relacionam com os dois tipos de falhas de mercado mencionados no item anterior?
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TEXTO I
Os crescentes desafios em matéria de emprego e políticas públicas para reduzir a dualização levaram a relativizar todo automatismo. Uma satisfatória oferta de empregos já não pode ser mais considerada um subproduto natural ou automático do crescimento econômico. A experiência dos países da Organização de Cooperação para o Desenvolvimento Econômico (OCDE) durante o ciclo de crescimento 83/89, e os dados referentes ao Brasil no período recente, parecem outorgar um certo crédito ao “pessimismo das elasticidades.”2 Por outra parte, esse automatismo deve ser observado também criticamente quando as propostas de política se deslocam do crescimento para pôr ênfase na desregulamen…
As transações correntes do balanço de pagamentos foram deficitárias em US$3,6 bilhões em julho de 2023, ante déficit de US$5,3 bilhões em julho de 2022. (…) O déficit em transações correntes nos doze meses encerrados em julho de 2023 somou US$51,1 bilhões (2,52% do PIB), ante US$52,7 bilhões (2,64% do PIB) no mês anterior e US$48,8 bilhões (2,71% do PIB) em julho de 2022.
(…)
As reservas internacionais somaram US$345,5 bilhões em julho de 2023, incremento de US$1,9 bilhão em comparação ao mês anterior. O resultado decorreu de contribuições positivas por variações de paridades, US$1,1 bilhão, variações de preços, US$302 milhões, e da receita de juros, US$632 milhões.
Nota para a i…
Nos anos 1980, a economia brasileira foi marcada por graves desequilíbrios externos e internos. Logo no início da década, o país enfrentou sua mais grave recessão desde a Grande Depressão. Em 1982, as autoridades econômicas recorreram formalmente ao FMI, em um momento de grande turbulência internacional causada pela moratória da dívida externa mexicana. Ao mesmo tempo que caía o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a inflação começava a alçar um voo que a transformaria, no final de 1989, em uma hiperinflação. A chamada década perdida caracterizou-se pela queda nos investimentos e no crescimento do PIB, pelo aumento do déficit público, pelo crescimento das dívidas externa e interna e pela …



