Nos anos 1980, a economia brasileira foi marcada por graves desequilíbrios externos e internos. Logo no início da década, o país enfrentou sua mais grave recessão desde a Grande Depressão. Em 1982, as autoridades econômicas recorreram formalmente ao FMI, em um momento de grande turbulência internacional causada pela moratória da dívida externa mexicana. Ao mesmo tempo que caía o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a inflação começava a alçar um voo que a transformaria, no final de 1989, em uma hiperinflação. A chamada década perdida caracterizou-se pela queda nos investimentos e no crescimento do PIB, pelo aumento do déficit público, pelo crescimento das dívidas externa e interna e pela ascensão inflacionária. O PIB apresentara um crescimento médio de 7% entre 1947 e 1980, caindo para 2% entre 1981 e 1990. Em função desse desempenho medíocre do PIB, a renda per capita manteve-se praticamente constante ao longo da década de 1980.
ROSA MARIA MARQUES E JOSÉ MARCIO REGO (ORGS.). ECONOMIA BRASILEIRA (Portuguese Edition) (Locais do Kindle 3053-3060). Editora Saraiva. Edição do Kindle.
As tentativas de estabilização econômica no Brasil, ao longo da década de 1980 e início dos anos 1990, refletiram abordagens distintas no combate à inflação, oscilando entre políticas ortodoxas e heterodoxas. A inflação, um dos principais desafios enfrentados pelos governos Sarney e Collor, levou à implementação de diversos planos econômicos, culminando no bem-sucedido Plano Real.
Considerando o contexto das políticas de estabilização e o impacto do Plano Real, elabore um texto dissertativo contínuo, entre 35 e 45 linhas, abordando os seguintes tópicos:
- Evidencie a diferença entre as abordagens ortodoxas e heterodoxas no combate à inflação;
- Discuta as principais características e resultados dos planos de estabilização implementados pelos governos Sarney e Collor;
- Analise o papel do Plano Real na estabilização da economia brasileira, considerando as fases de ajuste fiscal, a adoção da URV e a reforma monetária.
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