Território, Cidades, Habitação e Mobilidade Urbana
Bancos com divisórias e formatos desconfortáveis, pedras pontiagudas embaixo de viadutos, grades no entorno de praças e jardins, muros com pinos metálicos, construções sem marquises ou com gotejamento de água programado, cercas elétricas e arame farpado. Os elementos e os materiais utilizados para afastar as pessoas dos espaços públicos são muitos e acabam influenciando a maneira como os indivíduos vivenciam os municípios e convivem entre si. A arquitetura hostil, termo que abrange todas as barreiras e os desenhos urbanos que parecem dizer “não se sinta em casa” — como define a repórter Winnie Hu, do The New York Times — é parte da realidade da maioria das cidades pelo mundo e vem despertando debates sobre o impacto dessas ações, principalmente por meio das redes sociais.
Internet: <www.archdaily.com.br> (com adaptações).
Na cabeça de quem instala trambolhos metálicos em um banco de praça, pinos pontudos em uma mureta ou até floreiras em frente a uma vitrine, o que se quer é evitar que mendigos e transeuntes cansados ocupem indevidamente locais destinados à circulação e às compras e possam representar, além de danos à imagem dos lugares, ameaças à higiene e à segurança. No entanto, o resultado dessas ações é o bloqueio à plena e saudável utilização dos espaços públicos e daqueles na fronteira entre o privado e o público, o que piora o padrão da cidadania.
Internet: <www12.senado.leg.br> (com adaptações).
Considerando que os textos acima tenham caráter exclusivamente motivador, redija um texto dissertativo acerca do tema a seguir.
A arquitetura urbana deve ser para todos
Ao elaborar seu texto, aborde, necessariamente, os seguintes aspectos:
a) impactos da arquitetura hostil para as pessoas em situação de rua;
b) motivos pelos quais a arquitetura hostil não deve ser adotada; e
c) propostas de soluções humanitárias para o problema das pessoas em situação de rua.
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