Texto 1
O Google divulgou, em maio de 2023, um estudo que mostra os principais desafios do mercado de tecnologia da informação (TI) no Brasil. Segundo a empresa, o país terá um déficit de 530 mil profissionais da área até 2025. O relatório, produzido em parceria com a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), aponta que, anualmente, 53 mil profissionais irão se formar entre 2021 e 2025, mas a demanda por novos talentos nesse período será de 800 mil, segundo a associação das empresas de tecnologia, a Brasscom.
O levantamento também mostra que 92% das startups participantes do estudo acreditam que faltam profissionais de tecnologia no Brasil e que isso gera impacto na inovação de seus negócios, podendo até prejudicar a sobrevivência das empresas.
O Google diz que ouviu startups, executivos e profissionais da área que listaram os motivos que geram a escassez de mão de obra qualificada no setor: o ensino de pensamento lógico está defasado nas escolas brasileiras; o mercado de TI no Brasil não desenvolve o número de profissionais seniores que deveria; a dificuldade de conseguir o primeiro emprego em tecnologia faz com que os jovens busquem outras áreas; existem grandes limitações para pessoas de regiões distantes dos grandes centros do país; existem condições muito mais atrativas internacionalmente, esvaziando o mercado nacional.
(Darlan Helder. “Brasil terá déficit de 530 mil profissionais de tecnologia até 2025, mostra estudo do Google.” www.g1.com.br. 31.05.2023. Adaptado)
Texto 2
As novas tecnologias servem como propulsores de inovação e transformação digital. Nesse cenário, o Brasil está em desvantagem em relação aos outros países e pode perder a oportunidade de se desenvolver de forma eficaz.
Há, porém, caminhos para que o Brasil avance em uma agenda da economia digital. Em primeiro lugar, que não se crie um ecossistema de exploração de indivíduos, como é observado atualmente. A maioria dos profissionais trabalhando para empresas de tecnologia não são programadores e nem estão inseridos em alguma atividade de construção de novas tecnologias, e sim fazendo corridas ou realizando entregas. A economia digital brasileira está ancorada no consumo ou no trabalho informal e com baixa produção tecnológica, mesmo que tenhamos uma estrutura acadêmica com diversas universidades públicas capazes de formar profissionais com habilidades necessárias para desenvolver tecnologias e inovação.
Em segundo lugar, a indústria digital não precisa, necessariamente, de grandes espaços físicos para desenvolver seus serviços e produtos. Muitos profissionais, inclusive, podem trabalhar de forma remota, o que permite a abertura de vagas em diferentes cidades sem que haja a necessidade de locomoção de pessoas. Assim, há um grande potencial de geração de empregos em diferentes regiões do país. Desse modo, a reindustrialização a partir de um modelo digital permite que cidades e estados encontrem soluções para reduzir taxas de desemprego e melhorar a arrecadação a partir da instalação de empresas em seus territórios.
(Herbert Salles. “Economia digital como caminho para a reindustrialização do Brasil”. www.diplomatique.org.br. 14.06.2023. Adaptado)
Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
Economia digital no Brasil: entre o déficit de profissionais e a potencial geração de empregos
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(Data Science Academy. “O que são Large Language Models (LLMs)”. https://blog.dsacademy.com.br, 19.06.2023. Adaptado.)
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