Diante da guerra russo-ucraniana, em curso desde fevereiro de 2022, a posição do Itamaraty tem se orientado “pela preservação dos interesses do Brasil e pela contenção de efeitos negativos sobre a população brasileira”, nas palavras do ministro das Relações Exteriores, Carlos França. Ainda segundo o Chanceler:
“O Brasil defende, em seus votos e pronunciamentos no Conselho de Segurança, no Conselho de Direitos Humanos e na Assembleia-Geral das Nações Unidas, posições que correspondem à nossa tradição diplomática: cessar-fogo imediato; proteção de civis e de infraestrutura civil; acesso desimpedido a serviços humanitários; e pronta solução política da questão, baseada nos Acordos de Minsk, aceitos em 2015 por ambas as partes hoje em conflito e que foram aprovados pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas igualmente naquele ano de 2015. Nossa posição e nossa determinação são de buscar soluções que levem à paz.”
BRASIL Ministério das Relações Exteriores. Intervenção do Ministro Carlos França em sessão de debates temáticos do Senado Federal, 24 de março de 2022.
O testemunho do ministro das Relações Exteriores representa a posição do Itamaraty em relação à guerra russo-ucraniana e aponta as preocupações do Governo Federal quanto aos impactos do conflito para o Brasil. A esse respeito:
a) Apresente o posicionamento internacional do Brasil diante do conflito citado e descreva em que medida esse posicionamento se insere na tradição diplomática brasileira.
b) Identifique dois possíveis desdobramentos da guerra russo-ucraniana para a economia brasileira.
c) Descreva a crise humanitária gerada pela combinação de meios convencionais e não convencionais na guerra híbrida russo-ucraniana e apresente uma medida tomada pelo Brasil em resposta a essa crise.
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