Texto 1
Nos últimos anos, o escritor Monteiro Lobato, criador do clássico infantil brasileiro “Sítio do Picapau Amarelo”, passou a ter a carreira e a obra contestadas. O motivo foi a percepção de que o conteúdo tinha conotação considerada racista. Um dos exemplos de situação de racismo estaria na representação de Tia Nastácia na obra infantojuvenil. Além de expressões preconceituosas destinadas a ela, a personagem foi a única que não passou por nenhuma mudança visual desde o lançamento da primeira história em que aparece, “A menina do narizinho arrebitado”, obra que completou 100 anos em 2020.
A bisneta do autor, Cleo Monteiro Lobato, encontrou um jeito de reparar as citações consideradas racistas de Lobato ao reeditar a obra com adaptações que condizem com o contexto atual. Dessa forma, Cleo fez a supressão de termos tidos como racistas usados para denominar Tia Nastácia na nova coleção de Reinações de Narizinho. “O que eu fiz foi pegar a personagem da Tia Nastácia, que era tratada com a normalidade dos anos 1920 – o que não é normal nem aceitável em 2020 –, e a chamei pelo nome”, conta.
O historiador mineiro Juvenal Lima Gomes vê com bons olhos a reedição feita por Cleo Monteiro Lobato. Ele reforça que atualizações são necessárias para que se reflitam as mudanças ocorridas na sociedade. “Hoje, minha filha terá a oportunidade de ler Lobato se deparando com personagens que não serão caracterizados pela pele, mas pelo papel no enredo. Isso é valioso”, completa.
(Adriana Izel. Bisneta suprime termos racistas em reedição da obra de Monteiro Lobato. www.correiobraziliense.com.br, 19.12.2020. Adaptado)
Texto 2
Monteiro Lobato, que criou os personagens da obra “Sítio do Picapau Amarelo”, é um dos autores mais lidos por nossas crianças. Um problema, porém, tem incomodado pais e professores: o suposto racismo que volta e meia aparece nas histórias fantásticas de Pedrinho, Narizinho, Emília, Visconde, Dona Benta e Tia Nastácia.
Isso, no entanto, não quer dizer que os livros não devam ser lidos nas escolas, nem que essas passagens precisem ser reeditadas e tiradas dos textos. Toda obra de arte, afinal de contas, reflete os valores e o pensamento de uma determinada época – e também os preconceitos e as ideias que hoje parecem claramente erradas. Os livros podem trazer notas de esclarecimento, e os professores precisam estar preparados para explicar o que está escrito.
(Racismo no Sítio. https://agora.folha.uol.com.br, 27.12.2020. Adaptado)
Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
A reedição da obra de Monteiro Lobato para crianças:
entre a reparação e a representação de uma época
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