Texto 1
As Big Techs são as gigantes da tecnologia, isto é, as grandes empresas que dominam alguns segmentos desse mercado e formam um grupo composto por Facebook, Apple, Microsoft, Amazon e Google. Essas empresas simplesmente dominam o cenário da tecnologia. Juntas, elas somam milhões em receita e são acusadas pela justiça norte-americana de monopolizar o mercado e impedir o crescimento dos concorrentes.
A premissa que guia as Big Techs é a inovação. No dia a dia, as soluções criadas por elas facilitam a vida de muitas pessoas, seja através de um contato mais rápido por meio de aplicativos de mensagens ou a compra facilitada de produtos pela internet. Para empresas de menor porte é um desafio crescer nos mercados em que as Big Techs atuam, pois a competitividade simplesmente não existe.
Não é à toa que nos Estados Unidos e na Europa há um aumento das acusações sobre práticas anticompetitivas de algumas Big Techs. Em 2020, por exemplo, autoridades americanas alegaram que o Facebook, ao comprar o Whatsapp e o Instagram, está mantendo seu domínio nas redes sociais através de uma conduta que elimina a concorrência, o que resulta na concentração de lucros nas mesmas mãos.
Há ações judiciais que afirmam que essas empresas estão massacrando as empresas menores e criando monopólios por meio de estratégias injustas que retiram o poder de escolha das pessoas – afinal, quando uma só empresa domina praticamente todas as redes sociais, não há como escolher outra.
(As gigantes da tecnologia: como as Big Techs impactam a sociedade. www.diariopopular.com.br, 31.12.2021. Adaptado)
Texto 2
A atuação dos monopólios tem provocado debates quando se discutem os benefícios trazidos para a economia pelo poder de monopólio das chamadas Big Techs.
Scott Galloway, autor de diversos livros e professor da Escola de Negócios Stern em Nova York, afirma que as Big Techs são monopólios desregulados que usam a inovação como barreira à entrada de outras empresas, desestimulando novas inovações que não sejam das próprias Big Techs. Por isso, seria urgente discutir a regulação dessas empresas. Isso poderia ocorrer, primeiro, em economias como a do Brasil, onde o benefício de ter uma Amazon ou Facebook é muito menor do que nos EUA. O argumento principal seria a pouca geração de empregos em países como o Brasil e o fato de que esses monopólios dificultam as inovações locais.
Para Joseph Schumpeter, autor do livro Capitalismo, socialismo e democracia, a inovação exigiria um determinado grau de poder de monopólio. Segundo ele, se a concorrência fosse perfeita, os inovadores não conseguiriam se apropriar do retorno de suas inovações, e sem inovações não haveria crescimento econômico. Os monopólios seriam temporários, já que a inovação levaria um monopolista a ser substituído por outro. A questão é que os monopólios podem ser muito menos temporários do que pensava Schumpeter.
(Adriano Pires. Monopólios no novo capitalismo. https://economia.estadao.com.br, 27.06.2020. Adaptado)
Texto 3
Robert Atkinson, presidente da Fundação de Inovação e Tecnologia da Informação, é absolutamente contra a proposta de dissolver as Big Techs: “o fato de essas empresas serem grandes não é um problema, até porque essa estrutura dá a elas o poder de fazer grandes investimentos”, defendeu Atkinson, usando como argumento o WhatsApp, um aplicativo que o Facebook mantém gratuitamente e que conta com 300 milhões de usuários ativos diariamente. Ainda na opinião de Atkinson, a quebra das gigantes do Vale do Silício pode mitigar a inovação da setor, o que seria prejudicial para o mundo todo.
Para Jennifer Huddleston, pesquisadora da consultoria Mercatus Center, a proposta extrema de divisão dessas empresas não é o caminho mais indicado. Refutando o argumento de que essas gigantes da tecnologia impõem monopólio e, por isso, precisam de limites, Huddleston lembra que a história mostra como companhias que pareciam invencíveis foram ou completamente aniquiladas por concorrentes ou obrigadas a mudar de serviço: “As gerações mais antigas adotaram o Google e o Facebook, mas a geração atual se voltou para outros nomes da tecnologia, como o Snapchat. O mercado é hoje mais fluido e complicado”.
(Eloá Orazem. Quebrar ou não quebrar as big tech?. https://neofeed.com.br, 10.01.2020. Adaptado)
Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
Até que ponto acabar com o monopólio das Big Techs incentivará a inovação?
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