Consideramos hoje a Terra também como um oprimido, o maior de todos. Por isso, precisamos de uma pedagogia desse oprimido. Precisamos de uma Pedagogia da Terra, como um grande capítulo da pedagogia do oprimido. Precisamos de uma ecopedagogia, uma pedagogia que, centrada na vida, considere as pessoas, as culturas, os modos de viver, o respeito à identidade e à diversidade; que considere o ser humano em movimento, como ser “incompleto e inacabado”, como diz Paulo Freire, em permanente formação, interagindo com os outros e com o mundo. A pedagogia dominante centra-se na tradição, no que está congelado, no que produz humilhação para o aprendente pela forma como o aluno é avaliado. Na ecopedagogia, o educador deve acolher o aluno. A acolhida, o cuidado, é a base da educação para a sustentabilidade, promovida desde 2002 pelas Nações Unidas, com a criação de uma “década” dedicada a ela. A ecopedagogia tem tudo a ver com a educação para a sustentabilidade.
Moacir Gadotti. Educar para a sustentabilidade: uma contribuição à década da educação para o desenvolvimento sustentável.
São Paulo: Editora e Livraria Instituto Paulo Freire, 2008 (com adaptações).
É interessante perceber que, ao se pensar em ecopedagogia e transdisciplinaridade, os conteúdos escolares se tornam mais interessantes aos olhos dos estudantes, já que estarão contextualizados em temas e problemas da própria vida social e realmente poderão ter função de esclarecer ideias e favorecer a escolha de perspectivas. Essa abordagem pode levar a uma aprendizagem que vá além do conteúdo mecânico, modificando e desenvolvendo novas atitudes. Isso significa que o professor tem de estar atento para propor uma educação sustentável e de atitudes éticas, fazendo-as presentes no cotidiano escolar.
Carla Mariana Rocha Brittes da Silva; Suchilla Garcia Leão. Sustentabilidade: desafios da realidade para um (re)pensar na educação.
In: Revista Educação Pública, v. 20, n.º 24, jun./2020. Internet: <https://educacaopublica.cecierj.edu.br> (com adaptações).
A modernização jogou essa gente do campo e da floresta para viver em favelas e em periferias, para virar mão de obra em centros urbanos. Essas pessoas foram arrancadas de seus coletivos, de seus lugares de origem, e jogadas nesse liquidificador chamado humanidade (…) Somos alertados o tempo todo para as consequências dessas escolhas recentes que fizemos. E se pudermos dar atenção a alguma visão que escape a essa cegueira que estamos vivendo no mundo todo, talvez ela possa abrir nossa mente para alguma cooperação entre os povos, não para salvar os outros, mas para salvar a nós mesmos.
Ailton Krenak. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Cia das Letras, 2021 (com adaptações).
Considerando que os fragmentos de texto apresentados tenham caráter exclusivamente motivador, redija um texto dissertativo acerca do tema a seguir.
EDUCAÇÃO PARA A SUSTENTABILIDADE COMO PRÁTICA PEDAGÓGICA VOLTADA À TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
Ao elaborar seu texto, aborde os seguintes aspectos:
1 noção geral de sustentabilidade e sua necessidade contemporânea; [valor: 9,50 pontos]
2 relação entre sustentabilidade e prática pedagógica cotidiana na escola do século XXI; [valor: 9,50 pontos]
3 prática pedagógica que possa motivar a consciência de sustentabilidade e a educação para a transformação social. [valor: 9,50 pontos]
CONTEÚDO EXCLUSIVO
Confira nossos planos especiais de assinatura e desbloqueie agora!
Ops! Esta questão ainda não tem resolução em texto.
Ops! Esta questão ainda não tem resolução em vídeo.
Questões Relacionadas
Se o idioma oficial do Brasil é o português, a língua predominante na justiça, ao longo dos tempos, tem sido o “juridiquês” — uma mistura de palavreado técnico com estilo rebuscado e doses abundantes de termos em latim, muito ao gosto dos profissionais do direito, mas de difícil compreensão para o público leigo.
No dia a dia dos processos, uma norma que se aplica a situações passadas tem efeito ex tunc; a repetição de uma situação jurídica é bis in idem; e, se for apenas para argumentar, pode-se dizer ad argumentandum tantum. E nem só de latim vive a complicação: denúncia virou exordial increpatória; inquérito policial, caderno indiciário; petição inicial, peça incoativa.
Ciente da importânc…
A edição de 2024 da Pesquisa Retratos da Leitura — a mais completa e aprofundada pesquisa sobre os hábitos de leitura do brasileiro — informa que, nos últimos quatro anos, houve uma redução de 6,7 milhões de leitores no país. Pela primeira vez na série histórica da pesquisa, a proporção de não leitores é maior que a de leitores na população brasileira: 53% das pessoas não leram nem parte de um livro — impresso ou digital — de qualquer gênero.
Internet: <www.publishnews.com.br> (com adaptações).
A leitura é a chave para o conhecimento e o início do processo de compreensão do mundo e da importância das políticas públicas, assim como é fundamental para o aprimoramento da escrita. É um dir…
Educação financeira é o processo mediante o qual consumidores e investidores financeiros melhoram sua compreensão sobre produtos, conceitos e riscos financeiros e, por meio de informação, instrução ou aconselhamento objetivo, desenvolvem as habilidades e a confiança necessárias para se tornarem mais cientes dos riscos e das oportunidades financeiras e para conseguirem fazer escolhas baseadas em informação, saber onde procurar ajuda e realizar outras ações efetivas que melhorem seu bem-estar financeiro.
Inclusão financeira é um estado em que todos os adultos têm acesso efetivo aos seguintes serviços financeiros providos por instituições formais: crédito, poupança, pagamentos, seguros, previdê…



