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A universidade sempre enfrenta, à sua maneira, os governos estabelecidos, se não de forma direta, institucional, mas através das tomadas de posição políticas de parte de seus docentes e pesquisadores. É claro que a universidade acaba sendo de alguma maneira lenta em suas reações, ela tem problemas de organização muito grande, é pesada, há distintas concepções que se chocam constantemente. É por isso que eu gosto muito de algumas falas ou concepções que não são necessariamente oriundas de engajamentos políticos profundos, mas são consequentes e procuram ou tentam colocar a universidade no centro do debate social. Eu cito o antropólogo Marcel Mauss (1872-1950), sobrinho e discípulo de Émile Durkheim. Mauss tem uma frase genial, que se aplica como uma luva ao nosso debate: “Em matéria de ciências, nenhuma lentidão é suficiente; em matéria do prático, não se pode esperar”.
CATANI, A. M. O papel da Universidade Pública hoje: concepção e função. Palestra proferida em setembro de 2008, na
21ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da USP, São Paulo.
Em sua palestra, o autor destaca a frase de Mauss: “Em matéria de ciências, nenhuma lentidão é suficiente; em matéria do prático, não se pode esperar.” Qual é a relação entre o significado desta frase e os desafios da Universidade Pública hoje?
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07/07/2016 – Diego Vieira Machado, de 29 anos, morreu assassinado no último sábado, dia 2, no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Seu corpo apareceu às margens da Baía de Guanabara, nu da cintura para baixo, sem documentos e com sinais de espancamento e um golpe na cabeça. A morte de um negro, gay e bolsista não só chocou o campus, que reclama há tempos da falta de segurança e iluminação, mas revelou a existência de ameaças à comunidade negra e gay da universidade.
Disponível em: <https://brasil.elpais.com/brasil/2016/07/05/politica/1467723193_955040.html>. Acesso em: 1º mar. 2018.
Diante do fato, elabore um plano de ações para apresentar e disc…



