Texto I
A onda das bonecas hiper-realistas – os chamados bebês reborn – não é recente. Há pelo menos 30 anos esses brinquedos surgiram nos Estados Unidos, com artistas transformando bonecas comuns em réplicas realistas.
A riqueza de detalhes das artesãs, também chamadas de “cegonhas”, faz com que uma boneca possa chegar a quase R$ 10 mil no Brasil. Nas redes sociais, mulheres aparecem trocando roupinhas de seus bebês reborn, dando mamadeira, levando para passear e algumas até os levam a hospitais.
(Adaptado de: Folha de S. Paulo. Bebê reborn: como a psicanálise explica nova onda? Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br)
Texto II
Vivemos tempos em que a fronteira entre fantasia e realidade está cada vez mais diluída. Criamos versões editadas de nós mesmos nas redes, montamos cenários para exibir afetos, performamos relações. Não estamos apenas confundindo fantasia com realidade. Estamos desejando relações com aquilo que não sente, não responde, não escapa de nós. Com aquilo que pode ser desligado, deletado, reiniciado.
O bebê reborn está ali. Parado. Imóvel. E, ainda assim, é cuidado como se fosse real. Não responde. Não sente. Não cresce. E talvez seja justamente por isso que tanta gente o tenha escolhido. Não por loucura, mas por tentativa. Tentativa de encenar o cuidado num tempo em que as relações reais parecem, para muitos, assustadoras ou distantes demais.
(Adaptado de: GEHM, Tauane. Bebês reborn: o que há por trás do espanto? Veja Saúde. Disponível em: https://saude.abril.com.br)
Com base nos textos I e II apresentados, redija um texto dissertativo-argumentativo, refletindo sobre o tema:
O esvaziamento da experiência real no mundo contemporâneo.
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II
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