A escola fundada nos “programas de lições previamente traçadas” e no regime do “aprende ou serás castigado” ignorava, antes do mais, a complexidade do ato educativo e tudo que podia realmente conseguir eram crianças hábeis no jogo da dissimulação, que procuravam cumprir – para evitar a pena ou ganhar o prêmio –, com o mínimo de responsabilidade voluntária, a tarefa obrigatória que lhes marcavam os mestres.
Passar daí para o domínio de uma escola onde não se faz senão o que der na veneta, onde tudo seja prazer no sentido pejorativo e flácido desse termo, seria substituir o regime do compulsório, desagradável e deseducativo da escola tradicional pelo regime do caprichoso, extravagante e igualmente deseducativo de uma falsa escola nova.
TEIXEIRA, Anísio. Pequena introdução à filosofia da educação. Companhia Editora Nacional: São Paulo, 1971.
A educação escolar passa por transformações históricas marcadas por tensões entre modelos pedagógicos mais rígidos e propostas mais flexíveis centradas no aluno. No excerto do pensador da educação Anísio Teixeira, observa-se uma crítica tanto à escola tradicional quanto a certas práticas modernizantes que se mantêm em um nível superficial.
a) Explique as críticas feitas por Anísio Teixeira à escola tradicional e à “falsa escola nova”.
b) Com base no texto, indique a importância de uma concepção equilibrada de educação.
c) Descreva uma proposta de atividade que reflita o equilíbrio sugerido no texto.
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Adaptado de GONÇALVES, Antônio Sérgio. Reflexões sobre educação integral e escola de tempo integral. Cadernos Cenpec, nº 2, 2006, p. 130.
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C…



