Podemos falar em “sociedade doente” não porque seria o caso de acreditar que estamos à procura de uma “sociedade saudável”, como se houvesse formas de vínculo social capazes de não produzir sofrimento. Falamos em “sociedade doente” porque seu funcionamento normal precisa de perpetuação daquilo que ela mesma considera “patológico” funcionar, fazendo-lhe produzir trabalho, valor, instituição social, afetos, vínculos.
Não há sociedade que nos permita viver sem sofrimento, muito menos essa da qual fazemos parte. Imaginar que, na sociedade que transforma todas as formas de ação em processo de valorização do valor, que faz até mesmo das redes de amizades novos espaços de produção de valor de monetização, seria possível traçar vias singulares de atividade sem sofrimento, resistência e reação, eis algo que contraria até mesmo as leis da física.
(Adaptado de: SAFATLE, Vladimir. “Os dois tempos de uma análise”. Disponível em: https://revistacult.uol.com.br)
Considerando as ideias expostas acima, elabore um texto dissertativo-argumentativo, discutindo a seguinte afirmação:
A normalidade própria ao nosso tempo é a doença
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