Texto I
Efeito Google no cérebro
Saber onde encontrar informações elimina a necessidade de armazená‐las.
A internet mudou a forma como guardamos informações – é o que sugere artigo publicado na revista Science. Segundo a psicóloga Betsy Sparrow, autora do texto, o cérebro reconhece a rede como uma espécie de memória externa e, para economizar energia – algo que temos feito durante toda a evolução –, delega à web a tarefa de lembrar‐se das coisas.
Betsy, que é professora da Universidade Colúmbia, relata quatro experimentos, cujos voluntários foram alunos da instituição. Em um deles, por exemplo, pediu que lessem notícias de diferentes conteúdos antes de realizar um teste de memória. Ela disse para alguns deles que seria permitido checar os dados na internet e, para outros, que isso não seria possível. A psicóloga observou que o primeiro grupo teve menor índice de retenção de informações. “Parece que saber onde encontrar detalhes sobre um acontecimento elimina a necessidade de armazená‐los, como se o cérebro se adaptasse às circunstâncias atuais”, conclui.
(Disponível em: http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/efeito_google_no_cerebro.html. Acesso em junho de 2015.)
Texto II
Uma nova inteligência
[…] O impacto psicológico de compartilhar as memórias igualmente com o Google e o próprio cérebro aponta para uma ironia persistente. O advento da “era da informação” parece ter criado uma geração que pensa que sabe mais que nunca, quando na realidade sua dependência do Google indica que ela pode saber cada vez menos sobre o mundo a seu redor.
Mas talvez, conforme nos tornamos parte da “intermente”, também desenvolvamos uma nova inteligência, não mais ancorada em memórias locais alojadas apenas no cérebro. À medida que formos liberados da necessidade de lembrarmos fatos, conseguiremos, em contrapartida, utilizar nossos recursos mentais recém‐disponíveis para empreendimentos ambiciosos. E talvez a evolução da “intermente” consiga reunir a criatividade da mente humana individual com a amplitude de conhecimento da internet, transformando o mundo para melhor – e resolvendo alguns desencontros que criamos pra nós mesmos.
Conforme avanços na computação e transferência de dados estreitam as fronteiras entre mente e máquina, podemos transcender alguns limites impostos pela cognição humana, mas essa mudança não significa que estamos correndo o perigo de perder a própria identidade. Estamos simplesmente nos fundindo com algo maior, formando uma parceria transacional não apenas com outros humanos, mas com uma fonte de informações sem precedentes.
(Daniel M. Wegner e Adrian F. Ward. Mente e Cérebro nº 268. Maio de 2015.)
Texto III

Para a Geração Y, a tecnologia já se tornou parte do cotidiano. CHARGE: Fernando Bastos.
(Disponível em: http://www.colegiostockler‐blog.com/?p=7310. Acesso em junho de 2015.)
A partir dos textos motivadores, redija um texto dissertativo‐argumentativo sobre o tema:
“As modificações no conhecimento a partir das tecnologias: perigos e/ou conquistas”.
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